Resumo objetivo: A Raízen anunciou que avalia um aporte de R$ 4 bilhões, com R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões do fundo da família controladora da Cosan, para reestruturar sua dívida líquida de R$ 55,3 bilhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, também considera pedir recuperação extrajudicial e negocia com credores medidas como conversão de dívida em capital e venda de ativos. Apesar da situação, a Raízen afirma que suas operações normais não serão impactadas.
Principais tópicos abordados:
1. Avaliação de aporte financeiro dos acionistas para reestruturação do passivo.
2. Negociação com credores e possível recuperação extrajudicial para reduzir a alavancagem.
3. Medidas em discussão, como conversão de dívida e venda de ativos.
4. Garantia de que as operações da empresa seguirão normalmente.
A RaÃzen anunciou, em fato relevante divulgado nesta quarta-feira (4), que avalia se vai receber um aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell. A Aguassanta Investimentos, fundo da famÃlia de Rubens Ometto, controlador da Cosan, se propõe a injetar os outros R$ 500 millhões.
A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, também disse que, se necessário, pode pedir recuperação extrajudicial.
O plano é conseguir discutir com os credores uma solução consensual para a alavancagem âem dezembro, a empresa tinha dÃvida lÃquida de R$ 55,3 bilhões, um aumento de 43,3% em um ano.
Nesta terça-feira (3), o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou que esperava que a Cosan também fizesse um aporte de R$ 3,5 bilhões na RaÃzen. Ambas têm 44% do capital.
"Nossa expectativa é que o outro acionista possa contribuir de maneira proporcional", disse.
O aporte de R$ 4 bilhões seria usado para reestruturar o passivo. Os sócios negociam com credores uma saÃda para injetar dinheiro no negócio.
O fato relevante afirma que pode haver conversão de dÃvidas em capital, venda de ativos e "simplificação" dos negócios.
Além de produzir açúcar e etanol, a RaÃzen é distribuidora de combustÃveis. No comunicado, a empresa afirma que vai operar normalmente e que as medidas não vão impactar clientes, fornecedores ou revendedores.
No mercado de tÃtulos, os investidores estavam evitando os papéis da RaÃzen justamente por rumores de um plano de renegociação da dÃvida.
Os sócios já tinham um plano para vender ativos não relacionados ao negócio principal desde o fim de 2024. Segundo Pinto da Costa, a Shell procurou um novo sócio para a RaÃzen, mas não encontrou.