Resumo objetivo:
A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) apresentou um requerimento para convocar o secretário municipal de Turismo de São Paulo, Rui Alves, a prestar esclarecimentos sobre suspeitas de irregularidades em contratos com a agência MM Quarter. As suspeitas, levantadas por uma reportagem, envolvem contratos no valor de R$ 183 milhões, realizados majoritariamente sem licitação, com indícios de direcionamento e falhas na execução. A medida ocorre após a demissão do secretário-adjunto Rodolfo Marinho, que também era investigado por suposta ligação com a mesma empresa.
Principais tópicos abordados:
1. Ação política de fiscalização na Câmara Municipal de São Paulo.
2. Investigação de supostas irregularidades em contratos públicos (sem licitação, direcionamento, falhas documentais).
3. Envolvimento da Secretaria Municipal de Turismo e da SPTuris com a agência MM Quarter.
4. Contexto da demissão de um secretário-adjunto e da abertura de investigação pela controladoria.
A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) reuniu as assinaturas necessárias na Câmara Municipal de São Paulo para apresentar requerimento que convoca o secretário municipal de Turismo, Rui Alves, a prestar esclarecimentos sobre indÃcios de irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Turismo e da São Paulo Turismo (SPTuris).
O pedido ocorre após reportagem do portal Metrópoles apontar que a agência de publicidade MM Quarter, apontada como possÃvel "laranja", tinha contratos sem licitação com a Secretaria e com a SPTuris (São Paulo Turismo) no valor de R$ 183 milhões, a maioria sem precisar passar por processos de concorrência ou licitação.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), havia demitido o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho da Silva, no dia 26 de fevereiro, após a Controladoria Geral do MunicÃpio abrir uma investigação para apurar uma suposta ligação dele com a agência.
Segundo o requerimento apresentado por Paschoal, a MM Quarter teria sido ativada pouco antes da entrada de aliados polÃticos na estrutura da secretaria e passou a concentrar contratações por meio de atas de registro de preços.
O documento menciona indÃcios de direcionamento de contratos, produção de atestados de capacidade técnica e pesquisas de mercado potencialmente viciadas para justificar a contratação da empresa.
O texto também aponta suspeitas na execução contratual, como notas fiscais genéricas e dificuldades de acesso a dados no Portal da Transparência municipal relacionados aos pagamentos feitos ao grupo.
Em nota, a MM Quarter afirmou que a atuação da empresa é pautada estritamente pela legislação vigente e pelos preceitos legais e que permanece à disposição das autoridades para qualquer eventual esclarecimento.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS