Resumo objetivo:
O deputado Lindbergh Farias protocolou uma notícia-crime na PGR pedindo a investigação criminal do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. O pedido ocorre após a Operação "Compliance Zero" prender ex-diretores do BC da gestão de Campos Neto, acusados de receber propina do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação apura omissão dolosa na fiscalização e se normas da época facilitaram fraudes no Banco Master.
Principais tópicos abordados:
1. Ação judicial contra Roberto Campos Neto por suposta omissão na fiscalização do Banco Master.
2. Operação "Compliance Zero" e a prisão de ex-altos funcionários do BC por corrupção.
3. Acusações de que ex-diretores do BC atuavam em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro.
4. Revelação de uma suposta estrutura de intimidação e violência ligada ao banqueiro.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quarta (4) notÃcia-crime na PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitando investigação criminal contra o ex-presidente do BC (Banco Central) Roberto Campos Neto para apurar eventual envolvimento no caso do Banco Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso hoje pela PF (PolÃcia Federal).
A iniciativa ocorre após a terceira fase da Operação "Compliance Zero" revelar que ex-diretores do BC da gestão de Campos Melo recebiam propina do banqueiro, incluindo o pagamento de uma viagem para a Disney. Foram presos nesta quarta o ex-diretor de fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana.
No despacho, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirma que eles atuavam como se fossem empregados do ex-banqueiro. Souza comandou a diretoria de fiscalização do BC de 2019 a 2023, quando Roberto Campos Neto era presidente da instituição. Foi ele quem assinou a autorização da compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, que rebatizou a instituição financeira como Banco Master.
Ambos já haviam sido afastados das funções pelo atual presidente do BC, Gabriel GalÃpolo. Agora, foram impedidos judicialmente de exercer funções na instituição por determinação do magistrado.
A terceira fase da operação também revelou mensagens apreendidas no celular do banqueiro que indicam uma estrutura organizada de intimidação e violência, com a intenção de forjar um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, para "dar um pau nele" e "quebrar todos os dentes".
Na notÃcia-crime, o deputado pede que a PGR investigue Roberto Campos Neto por omissão dolosa na fiscalização bancária e apure indÃcios de que norma editada durante sua gestão possa ter contribuÃdo para facilitar fraudes atribuÃdas ao Banco Master.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS