A empresa chinesa de navegação Cosco suspendeu imediatamente seus serviços para vários países do Golfo Pérsico, citando a escalada do conflito entre EUA/Israel e Irã e os riscos no estreito de Ormuz. A medida alinha a empresa com outras gigantes do setor marítimo que já haviam paralisado operações na região devido aos ataques e restrições na via marítima crucial. Os principais tópicos abordados são: a decisão logística e suas justificativas de segurança, o contexto geopolítico do conflito no Oriente Médio e o impacto no transporte marítimo internacional em uma rota estratégica.
A empresa chinesa de transporte marÃtimo Cosco, que possui uma das maiores frotas de petroleiros do mundo, anunciou a suspensão, a partir desta quarta-feira (4), dos serviços para os paÃses do Golfo, como Emirados Ãrabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Iraque e Kuwait, devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A empresa estatal com sede em Xangai se une a outras grandes companhias de navegação, incluindo Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, que decidiram suspender o tráfego no Golfo devido ao fogo cruzado nessa importante via marÃtima.
"Em vista da escalada do conflito na região do Oriente Médio e das consequentes restrições ao tráfego marÃtimo no estreito de Ormuz", a Cosco decidiu "suspender todas as novas reservas... para as rotas relevantes com efeito imediato e até nova ordem", afirmou a empresa em um comunicado.
A Guarda Revolucionária iraniana afirma que tem o controle total sobre o estreito de Ormuz. Desde sábado (28), o Irã responde aos ataques americanos e israelenses com o lançamento de drones e mÃsseis contra as monarquias árabes do Golfo, aliadas dos Estados Unidos, e contra Israel.
A Cosco anunciou em um comunicado a suspensão das operações no Bahrein, Iraque, Qatar, Kuwait e em algumas áreas dos Emirados e da Arábia Saudita.
O porto saudita de Jidá, no Mar Vermelho, e os portos emiradenses de Khor Fakkan e Fujairah, voltados para o Golfo de Omã, poderão receber serviços sem passar pelo Estreito de Ormuz.