O senador Alessandro Vieira recorrerá ao presidente do STF, Edson Fachin, para reverter a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da empresa Maridt, vinculada à família do ministro Dias Toffoli, impedindo o acesso da CPI do Crime Organizado aos documentos. O recurso pede que Fachin anule a decisão e atribua o caso ao relator ordinário, ministro André Mendonça. Parlamentares da CPI apontam que o maior obstáculo às investigações são ministros do Supremo, classificando o caso como um grande esquema de lavagem de dinheiro.
Principais tópicos abordados:
1. Ação do senador para reverter decisão do STF sobre quebra de sigilo.
2. Conflito entre a CPI do Crime Organizado e ministros do Supremo.
3. Acusações de obstrução às investigações de um suposto esquema financeiro.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) vai protocolar um recurso direto ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, para reverter a decisão que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa vinculada à famÃlia do ministro Dias Toffoli.
Ele recorre da decisão de Gilmar Mendes, que classificou como "escandalosa". O ministro do STF desarquivou um processo na corte para atender ao pedido da empresa.
Na prática, impediu que a CPI acesse os sigilos da Maridt.
Alessandro Vieira vai pedir a Fachin que anule a decisão de Gilmar Mendes e que adote o rito "ordinário" do processo, ou seja, que a decisão fique a cargo de André Mendonça, que é o atual relator do caso Master no STF.
Na visão de parlamentares da CPI do Crime Organizado, o maior entrave à s investigações são alguns ministros do STF e não polÃticos envolvidos na fraude.
"Este é o maior caso de lavanderia desse paÃs", disse ao Painel, o relator da CPI do Crime Organizado.