Resumo objetivo:
A Polícia Federal afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha uma milícia privada para coagir e ameaçar desafetos. O grupo, que incluía um sicário e um ex-policial federal, planejava atos violentos, como uma simulação de assalto contra o jornalista Lauro Jardim, e os serviços eram remunerados com valores altos, como R$ 1 milhão mensais ao executor principal.
Principais tópicos abordados:
1. A estrutura de uma suposta milícia privada financiada pelo banqueiro.
2. Os integrantes do grupo (o banqueiro, um sicário e um ex-policial federal) e suas funções.
3. Os planos de violência e intimidação contra adversários, com exemplos específicos.
4. A remuneração envolvida e a utilização de informações privilegiadas do ex-agente da PF.
A PF (PolÃcia Federal) afirmou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinha uma milÃcia privada com o objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos.
O grupo contava com um sicário, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e um ex-policial federal, Marilson Roseno da Silva. Ambos foram alvos de mandado de prisão preventiva nesta quarta-feira (4), assim como Vorcaro.
Sicário é um termo que vem do espanhol e que significa assassino de aluguel. Todos formavam um grupo chamado de "A Turma", na qual as medidas planejadas eram discutidas.
Em um diálogo, o banqueiro se queixa a Mourão de uma outra empregada sua identificada como Monique que o estaria ameaçando. "Tem que moer essa vagabunda", escreveu Vorcaro. Mourão responde perguntando o que deveria fazer e o dono do Banco Master determina que era para puxar endereço e tudo relativo a Monique.
Em troca dos serviços para Vorcaro, Mourão receberia R$ 1 milhão por mês, aponta o relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que determinou as prisões.
Esse valor era então redistribuÃdo por Mourão para diversos integrantes da sua rede.
O documento cita diálogos entre Mourão e Vorcaro no qual o banqueiro autoriza medidas violentas contra adversários.
Entre elas, está a simulação de uma tentativa de assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de intimidação.
"Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto", escreveu Vorcaro, segundo trecho reproduzido no processo.
Outra troca de mensagem discute formas de intimidar um ex-funcionário de Vorcaro que teria feito uma gravação indesejada do banqueiro.
O banqueiro manda o sicário "levantar tudo" do seu ex-empregado e de um chefe de cozinha ligada a ele.
Depois disso, Vorcaro determina que seria "bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar".
O ex-PF Marilson é apontado no relatório de Mendonça como "integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimidação" de Vorcaro.
Ele usaria sua experiência e contatos adquiridos durante sua carreira na PF para obter dados sensÃveis e vigiar alvos do grupo.