Resumo objetivo:
Uma falha na caldeira da usina termelétrica Antonio Guiteras causou um novo apagão em Cuba, afetando o fornecimento de energia em grande parte do país. A crise energética se agravou severamente devido ao embargo dos EUA, que bloqueia o acesso a combustíveis e peças para manutenção da infraestrutura. Como medida de enfrentamento, Cuba está instalando sistemas fotovoltaicos doados pela China.
Principais tópicos abordados:
1. A nova interrupção nacional de energia e suas causas técnicas imediatas.
2. A grave crise energética cubana e sua principal causa atribuída: o embargo/restrições dos EUA.
3. O impacto direto na população e serviços públicos essenciais, como saúde.
4. Uma medida paliativa em curso: a instalação de sistemas de energia solar doados pela China.
A União Nacional de Eletricidade de Cuba (UNE) informou nesta quarta-feira (4) uma interrupção no sistema elétrico nacional que afeta o fornecimento de energia desde a província de Camagüey, na região centro-leste, até Pinar del Río, na parte mais ocidental da ilha.
A interrupção no fornecimento de energia teve início às 12h41, no horário local, após o desligamento inesperado da usina termelétrica Antonio Guiteras, na zona oeste de Matanzas, devido a uma falha na caldeira. Na terça-feira (3), Havana sofreu um apagão que durou mais de 19 horas.
Segundo o relatório sobre a interrupção de energia na capital, foi necessário desligar 60 MW como medida de emergência e não foi possível restabelecer o serviço devido a um déficit. Como medida de enfrentamento da crise, Cuba está instalando 5 mil sistemas fotovoltaicos de geração de energia que foram doados pela China.
A crise energética em Cuba se agravou severamente nas últimas semanas, em consequência da intensificação do embargo dos Estados Unidos, determinado pelo governo de Donald Trump, que bloqueou quase todo o acesso a combustíveis.
A mais recente ordem executiva de emergência assinada por Trump proíbe a importação de combustíveis, ameaçando impor tarifas sobre produtos de países que forneçam petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.
Essa medida foi denunciada por diversos líderes e organizações ao redor do mundo, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU). A ação é uma tentativa de estrangulamento econômico, com o objetivo de causar extrema escassez na população cubana, interferindo no direito soberano da ilha de sustentar sua vida cotidiana e o funcionamento de seus serviços básicos.
As restrições impostas pelo bloqueio dos EUA também afetam gravemente os ciclos de manutenção e a aquisição de acessórios essenciais para manter a infraestrutura energética do país.
A situação afeta diretamente a população cubana, tanto no cotidiano de trabalho e afazeres domésticos, quanto nos serviços públicos, como educação, segurança e saúde. Quase 33 mil mulheres grávidas em Cuba enfrentam riscos desnecessários por conta do impacto do embargo no atendimento médico e nos serviços vitais do sistema de saúde.