Resumo objetivo:
A treinadora da seleção feminina do Irã, Marziyeh Jafari, declarou que suas jogadoras estão "muito preocupadas" e "completamente desconectadas" da Copa da Ásia devido aos bombardeios que o país sofre e à falta de notícias de seus familiares. A equipa tenta manter o foco profissional no torneio, apesar do contexto de guerra, e recebeu apoio da comunidade iraniana na Austrália e da confederação asiática.
Principais tópicos abordados:
1. O impacto psicológico e emocional dos conflitos no Irã sobre as atletas durante a competição.
2. As dificuldades de concentração e preparação desportiva em meio à crise.
3. O apoio recebido pela seleção de iranianos no exterior e das entidades desportivas.
4. O contexto histórico da participação feminina iraniana no futebol como símbolo de resistência.
A treinadora da seleção feminina de futebol do Irã, Marziyeh Jafari, declarou nesta quarta-feira (4) que sua equipe, que está na Austrália participando da Copa da Ãsia, está "muito preocupada" com seus familiares no paÃs, alvo de bombardeios desde sábado (28), e que suas jogadoras estão "completamente desconectadas" do torneio.
Na preparação para enfrentar a anfitriã Austrália em Gold Coast na quinta-feira (5), após uma derrota por 3 a 0 para a Coreia do Sul em sua estreia, a equipe voltará aos gramados sabendo que seu paÃs vem sendo bombardeado pelos Estados Unidos e por Israel, ataques que tiraram a vida do lÃder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Sem acesso à internet, as integrantes da delegação iraniana não têm notÃcias de seus familiares e amigos.
"Obviamente estamos muito preocupadas com nossas famÃlias, nossos entes queridos e todas as outras pessoas em nosso paÃs", afirmou a técnica, destacando as dificuldades de pensar no âmbito esportivo.
"Viemos aqui para jogar futebol de maneira profissional e faremos tudo o que for possÃvel para nos concentrar na partida que temos pela frente", ressaltou.
Apesar de tudo, Jafari demonstrou gratidão pelo apoio que têm recebido dos iranianos residentes na Austrália. "Estamos muito felizes que os iranianos-australianos aqui nos apoiem", declarou à imprensa australiana.
Segundo a atacante Sara Didar, de 21 anos, os dirigentes do futebol asiático ofereceram "todo o apoio e assistência" à sua seleção, que chegou à Austrália alguns dias antes do inÃcio da guerra.
O Irã fez uma estreia histórica na última Copa da Ãsia, disputada na Ãndia em 2022, o que transformou as jogadoras em heroÃnas nacionais em um paÃs onde os direitos das mulheres são severamente restringidos.