A China criticou as ameaças dos EUA de cortar o comércio com a Espanha, classificando o uso do comércio como arma de pressão como inaceitável. Paralelamente, Pequim reiterou sua condenação aos ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã, considerando-os violações do direito internacional. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, respondeu reafirmando a posição de neutralidade e não apoio a esforços de guerra, defendendo a solução pacífica de conflitos.
Principais tópicos abordados:
1. A crítica da China às ameaças comerciais dos EUA contra a Espanha.
2. A condenação chinesa aos ataques militares ao Irã.
3. A resposta e posição oficial da Espanha, rejeitando o apoio a ações bélicas.
China critica ameaças dos EUA à Espanha: ‘comércio sendo usado como arma’
Porta-voz da diplomacia chinesa voltou a qualificar ataques militares contra o Irã de ‘violações ao direito internacional’
O governo da China criticou, nesta quarta-feira (04/03), as ameaças feitas pelos Estados Unidos de cortar todo seu comércio com Espanha.
A medida foi anunciada no dia anterior pelo presidente norte-americano Donald Trump, como resposta ao fato de a Espanha ter proibido o uso de suas bases militares por caças estadunidenses que seriam usados na guerra contra o Irã.
Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Mao Ning, “o comércio não deve ser usado como arma ou instrumento de pressão contra outros países”.
Ademais, Pequim voltou a dizer que considera que os ataques iniciados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã configuram “violações ao direito internacional”.
Reação da Espanha
Em coletiva de imprensa realizada nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se referiu às ameaças de Trump e afirmou que seu país manterá a postura de não apoiar os Estados Unidos ou qualquer outro país em esforços de guerra.
Na coletiva, Sánchez defendeu a posição da Espanha sobre o conflito e reiterou que “esta é a mesma posição que mantemos na Ucrânia e também em Gaza”.
“Primeiro, não à violação do Direito Internacional, que protege a todos, especialmente os mais vulneráveis e a população civil. Segundo, não à suposição de que o mundo só pode resolver seus problemas por meio de conflitos e bombas. E, finalmente, não à repetição dos erros do passado”, acrescentou o primeiro-ministro espanhol.
Ao final da conferência, Sánchez afirmou que “em última análise, a posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: não à guerra”.
Com informações de Xinhua.