Resumo objetivo:
A Guarda Revolucionária do Irã afirma manter controle total sobre o Estreito de Ormuz, declarando a área como uma zona de guerra e relatando ter atacado pelo menos dez petroleiros que ignoraram seus avisos. Em reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que a Marinha americana começaria a escoltar embarcações para garantir o livre fluxo na região.
Principais tópicos abordados:
1. A declaração iraniana de controle e as ameaças no Estreito de Ormuz.
2. A reação e contraproposta dos Estados Unidos para garantir a navegação.
3. A troca de acusações sobre a responsabilidade pela instabilidade regional.
Guarda Revolucionária do Irã afirma que mantém ‘controle total’ do Estreito de Ormuz
Apesar de promessa de Trump de escoltar navios que tentem cruzar passagem, comando militar iraniano diz que já alvejou dez embarcações que ignoraram advertências
Em comunicado difundido nesta terça-feira (03/03), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, por sua sigla em inglês) assegurou que o país mantém o controle completo do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz.
A declaração foi feita pelo vice-comandante político das Forças Navais da IRGC, Mohammad Akbarzadeh, e transmitida pela agência estatal de notícias Fars.
“Atualmente, o Estreito de Ormuz está sob a supervisão total da Marinha da República Islâmica do Irã. A circulação de navios petroleiros, comerciais e pesqueiros por essa passagem sem autorização tornou-se impossível”, afirmou o vice-comandante.
O comunicado também enfatiza que “o Estreito de Ormuz está sob condições de guerra de ponta a ponta e que existe a possibilidade de danos a embarcações por mísseis ou drones perdidos; portanto, as embarcações não devem transitar por essa área”.
Segundo Akbarzadeh, o governo do Irã notificou a rede marítima mundial e tem enviado repetidos avisos sobre o controle iraniano do Estreito, e que ao menos 10 petroleiros que ignoraram esses avisos foram atacados.
Ao concluir sua mensagem, o líder militar iraniano ressaltou que “o Irã sempre buscou criar segurança e paz no Golfo Pérsico, na região e no mundo com sua política de desescalada, mas a estupidez de Trump e Netanyahu causou instabilidade na região e desestabilizou a economia mundial ao iniciar esta guerra”.
Reação dos EUA
No dia anterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha do seu país poderia escoltar navios petroleiros, para que possam cruzar o Estreito de Ormuz e evadir o controle iraniano.
“Se necessário, vamos começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo”, escreveu o mandatário em suas redes sociais.
Ademais, Trump ordenou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, por sua sigla em inglês) que “forneça, a um preço muito razoável, seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, especialmente o comércio de energia, que transita pelo Golfo Pérsico”.