O governo iraniano divulgou um balanço oficial de 1.045 mortes no conflito, número próximo ao contabilizado por uma ONG de direitos humanos (Hrana). Os dados também apontam para a morte de crianças, danos a infraestruturas civis e a expansão do conflito, com um ataque israelense ao Líbano. Paralelamente, há expectativa sobre a sucessão do Líder Supremo do Irã, morto no início da guerra.
Principais tópicos abordados:
1. Balanço de vítimas e feridos do conflito.
2. Danos a infraestruturas civis (hospitais, universidade).
3. Expansão geográfica dos confrontos (ataque ao Líbano).
4. Sucessão política no Irã.
O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira (4) um número consolidado de mortes no conflito, totalizando 1.045 vÃtimas desde sábado (28). O número é similar ao contabilizado pela ONG Hrana (Human Rights News Agency), de 1.097 mortes.
Já o Crescente Vermelho ainda não atualizou sua contagem, que estava em 787 mortos no inÃcio de terça-feira (3).
Em janeiro, quando a teocracia reprimiu violentamente os protestos contra o governo, as contas oficiais e as da organização de direitos humanos divergiam na casa dos milhares.
Segundo dados da Hrana divulgados nesta terça-feira (3), durante os quatro primeiros dias de conflito foram mortas 181 crianças. Ainda estão sob investigação e verificação 880 relatos de mortes, e há 5.402 feridos.
De acordo com a ONG, nas últimas 24h houve danos a um hospital e a um hospital de campanha próximos à fronteira com o Iraque, a uma rádio em Dezul e à Universidade Imam Hosseini, em Teerã.
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou em seu quinto dia, sem perspectiva de chegar ao fim. Nesta quarta, as forças israelenses atacaram o LÃbano, matando quatro civis e atingindo um hotel nos arredores de Beirute.
Enquanto isso, paira a expectativa sobre a eleição de um novo lÃder supremo para substituir o aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque israelense no primeiro dia da guerra. As apostas estão no filho de Khamenei, Mojtaba, um clérigo linha-dura que trabalhava nos bastidores do governo do pai.