A Pinacoteca de São Paulo exibirá, em 8 de março, o documentário "Mulheres Artistas, Subvertendo a Submissão", seguido de debate com as diretoras. O filme resgata a trajetória de artistas acadêmicas brasileiras do século 19 e início do 20, como Abigail de Andrade, Julieta de França e Georgina de Albuquerque, questionando sua exclusão das narrativas oficiais da história da arte. A atividade gratuita integra a programação do Dia Internacional da Mulher e discute as restrições enfrentadas por mulheres no acesso à formação e ao reconhecimento artístico.
Principais tópicos abordados:
1. Evento cultural na Pinacoteca (exibição de documentário e debate gratuito).
2. Conteúdo do filme (resgate histórico de artistas mulheres apagadas).
3. Discussão sobre desigualdade de gênero no campo das artes.
A Pinacoteca de São Paulo realiza neste domingo (8), às 15h30, a exibição do documentário Mulheres Artistas, Subvertendo a Submissão, seguida de conversa com as diretoras do filme. A atividade faz parte da programação do Dia Internacional de Luta das Mulheres e será mediada pela curadora-chefe do museu, Ana Maria Maia.
Com direção de Tata Amaral e Vera Hamburger, o filme investiga a trajetória de artistas que atuaram entre o fim do século 19 e o início do 20, período de consolidação do ensino acadêmico de artes no Brasil. A obra parte de pesquisa histórica para questionar como essas mulheres foram retiradas, ao longo do tempo, das narrativas oficiais sobre a formação das artes visuais no país.
O roteiro é inspirado no livro Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras, da historiadora Ana Paula Cavalcanti Simioni. A produção destaca os percursos de Abigail de Andrade, Julieta de França e Georgina de Albuquerque, artistas que tiveram formação acadêmica, receberam prêmios e participaram de exposições no Brasil e no exterior.
Abigail de Andrade foi a primeira mulher premiada na Exposição Geral de 1884 da Escola Imperial de Belas Artes e participou da Exposição Universal de Paris, em 1889. Julieta de França conquistou a bolsa de estudos da Escola Nacional de Belas Artes para aperfeiçoamento em Paris, tornando-se a primeira mulher a receber o prêmio máximo da instituição. Já Georgina de Albuquerque ocupou, em 1952, a direção da própria Escola Nacional de Belas Artes.
O documentário combina entrevistas, imagens de obras e narração performativa de Claudia Schapira para reconstruir o contexto de atuação dessas artistas e discutir as restrições impostas às mulheres no acesso à formação e ao reconhecimento profissional no campo das artes.
Após a sessão, o público poderá participar de um debate com as diretoras. A entrada é gratuita, mas é necessário retirar o ingresso do museu. A participação será por ordem de chegada, com limite de 130 lugares. O filme tem 52 minutos de duração e classificação livre.
Serviço
Quando: domingo (8), das 15:30 às 17:30
Onde: Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP, 01120-010, Brasil
Entrada: gratuita. Necessário reservar ingresso no site.