Resumo objetivo:
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, elogiou a reunião que teve com o presidente Lula em dezembro de 2022, antes do escândalo de fraude do banco vir a público. O encontro, revelado por documentos da CPI do INSS, contou com a presença de ministros e do então diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, a quem Lula pediu para analisar tecnicamente uma reclamação de Vorcaro sobre concentração do mercado bancário.
Principais tópicos abordados:
1. A reunião entre o presidente Lula e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes do escândalo financeiro.
2. A análise solicitada por Lula sobre a concentração bancária, delegada a Gabriel Galípolo.
3. A origem da informação: documentos obtidos pela CPI mista do INSS.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse que o encontro com o presidente Lula (PT) em dezembro de 2024, no Palácio do Planálto, "foi ótimo". A reunião aconteceu antes do escândalo de fraude financeira ser conhecido do público.
Em mensagens trocadas com a sua namorada, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro elogiou a reunião, disse que Lula chamou o "presidente do Banco Central que vai entrar" âGabriel GalÃpolo, à época diretor da autoridade monetáriaâ e três ministros.
Os trechos constam em documentos obtidos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A reunião foi revelada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, em março do ano passado, e confirmada pela Folha à época.
Vorcaro foi ao Planalto acompanhando o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, também estava com eles. Mantega tinha uma conversa marcada com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Depois, pediu para falar com o presidente.
Segundo interlocutores, o presidente chamou para conversa os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de GalÃpolo.
Vorcaro teria reclamado com Lula sobre a concentração do mercado bancário no Brasil. Lula teria respondido que o tema deveria ser analisado pelo Banco Central, e pedido que GalÃpolo analisasse o assunto de forma técnica.