Resumo objetivo:
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao STF que obrigue a Polícia Federal a detalhar as provas que fundamentaram sua prisão preventiva, alegando que a medida foi decretada sem que tivessem acesso prévio a esses elementos. Vorcaro foi preso sob a acusação de comandar uma milícia para coagir desafetos e atrapalhar investigações, que também incluía suposto acesso a sistemas restritos e forjamento de ordens judiciais.
Principais tópicos abordados:
1. Pedido da defesa ao STF: Solicitação de detalhamento das provas que embasaram a prisão preventiva.
2. As acusações: Comando de uma milícia, obstrução da justiça, acesso ilegal a sistemas e forjamento de documentos.
3. Itens específicos requisitados: Informações sobre mensagens, grupos, invasões, pagamentos e suposto bloqueio de valores.
4. Contexto da operação: Prisões de outras pessoas ligadas ao caso, incluindo um que cometeu suicídio.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que determine à PF (PolÃcia Federal) o detalhamento das informações que sustentaram a prisão preventiva do empresário.
Segundo seus advogados, "o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida".
Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4) por suposta tentativa de atrapalhar as investigações. Isso aconteceria a partir de uma milÃcia comandada por ele com objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos.
Também foram detidos seu cunhado, Fabiano Zettel, um ex-policial federal e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que se suicidou na prisão após ser preso.
Os advogados de Vorcaro pedem o fornecimento de cinco informações. As datas das mensagens atribuÃdas a Vorcaro e mencionadas na investigação, que tratam de pedidos para seus subordinados no grupo de mensagem chamado "A Turma".
Também solicitam a comprovação do grupo chamado "A Turma" e se Vorcaro fazia parte dele. A defesa pede ainda as datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais.
A denúncia da PF afirma que Vorcaro conseguia acessar sistemas restritos de segurança no Brasil e no exterior. Com isso, forjava pedidos judiciais para remoção de conteúdo negativo.
O ex-banqueiro pede também "documentos e datas que comprovariam pagamentos mencionados na representação policial". O relatório do ministro do STF André Mendonça autorizando a prisão traz informações sobre uma série de pagamentos.
Para Luiz Phillipi Mourão seriam pagos R$ 1 milhão, que ele distribuia para outras pessoas. Há também menções de pagamentos a dois servidores do BC (Banco Central) que atuariam como consultores privados para Vorcaro.
O último pedido da defesa é "a identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuÃda ao pai do empresário".
O relatório afirma que Henrique Vorcaro, pai do dono do Master mantinha esse valor em uma conta na Reag, distribuidora de valores mobiliários próxima do ex-banqueiro.
"Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa", diz a nota.