Principais pontos da notícia:
O governo chinês anunciou uma proposta de aumento de 7% nos gastos militares para 2026, submetida à Assembleia Popular Nacional para aprovação. Paralelamente, o primeiro-ministro Li Qiang justificou a medida com a necessidade de combater o separatismo de Taiwan e a interferência estrangeira, reafirmando o compromisso com a "reunificação nacional".
Principais tópicos abordados:
1. Aumento do orçamento militar da China para 2026.
2. A questão de Taiwan como justificativa central para o reforço militar.
3. O processo de aprovação legislativa do orçamento.
China prevê aumento de 7% dos gastos militares em 2026
Primeiro-ministro Li Qiang também prometeu ‘combater com determinação’ a interferência estrangeira a favor do separatismo de Taiwan
O governo da China anunciou nesta quinta-feira (05/03) que pretende aumentar em 7% os seus gastos militares ainda neste ano de 2026.
A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro Li Qiang e entrou na pauta da 14ª Assembleia Popular Nacional, em Pequim, que realiza a sua quarta sessão nesta mesma nesta quinta-feira.
O projeto foi corroborado pelo Ministério das Finanças do país asiático, através de um informe no qual projeto que, com o incremento, os gastos militares totais de Pequim chegariam a 1,9 trilhão de yuans (cerca de R$ 1,4 trilhão de reais).
O texto incluiu análises sobre os avanços significativos no processo de modernização da Defesa nacional e das Forças Armadas durante o ano de 2025, mas defendeu a necessidade de continuar esse processo em 2026, com a implementação de grandes projetos de desenvolvimento nessa área.
Para se tornar efetivo o aumento do investimento em Defesa precisa ser aprovado pelo Parlamento chinês. Além disso, os valores podem ser alterados durante o trâmite legislativo.
Segundo a agência chinesa Xinhua, as Assembleia Popular Nacional dos anos de 2024 e 2025 também determinaram o aumento dos gastos com Defesa, e em ambos os casos com a mesma cifra de 7,2%.
Taiwan
Uma das justificativas para o incremento nos gastos militares, segundo o premiê chinês, é a necessidade de “combater com determinação” as forças separatistas de Taiwan.
Li também prometeu que a China lutará “contra a interferência estrangeira e seu apoio aos separatistas”, e que promoverá “o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito e a causa da reunificação nacional, dentro do princípio de uma só China”.
O premiê também indicou que implementará políticas que garantam tratamento igualitário ao povo taiwanês.
Com informações de Xinhua.