A China anunciará o envio de seu enviado especial para o Oriente Médio à região para realizar mediação e promover a paz, defendendo a resolução de disputas por meios diplomáticos. O chanceler Wang Yi reiterou a oposição chinesa aos ataques militares conjuntos de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Paralelamente, a China expressou preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, exortando todas as partes a cessarem operações militares para evitar impactos na economia global.
Principais tópicos abordados:
1. A iniciativa diplomática chinesa de mediação no Oriente Médio.
2. A oposição da China aos ataques militares contra o Irã.
3. A preocupação com a segurança marítima e a estabilidade no Estreito de Ormuz.
China diz que mandará enviado especial ao Oriente Médio para esforços de mediação
Chanceler chinês Wang Yi defendeu resolução de disputas por meios diplomáticos e reiterou oposição aos ataques conjuntos dos EUA e Israel contra Irã
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, informou na quarta-feira (04/03) que mandará o seu enviado especial para assuntos do Oriente Médio aos países da região para conduzir esforços de mediação. O anúncio foi feito em conversa telefônica com seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos, o vice-primeiro-ministro Sheikh Abdullah bin Zayed al Nahyan.
“A China apoia as legítimas exigências dos Emirados Árabes Unidos para salvaguardar a segurança nacional e apoia os países da região a continuarem resolvendo disputas por meios diplomáticos”, disse Wang. “A China enviará seu enviado especial para a questão do Oriente Médio aos países da região para realizar esforços de mediação e promover o retorno à paz e estabilidade. A China também espera que os Emirados continuem garantindo a segurança dos cidadãos e instituições chinesas no país.”
Ao alertar sobre as consequências da expansão do conflito no Oriente Médio, o chanceler chinês reiterou a oposição de Pequim às ofensivas militares contra Teerã por parte de Israel e dos Estados Unidos.
Por sua vez, Sheikh Abdullah observou que seu país não participou do conflito e que, portanto, não faz parte dele, motivo pelo qual não deveria ser alvo de ataques ilegais. O vice-primeiro-ministro também acenou a postura “objetiva e imparcial” de Pequim, expressando esperança de que isso continue ajudando a evitar uma escalada maior das tensões na região.
Estreito de Ormuz
A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, demonstrou preocupação com o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio, e das águas circundantes.
“São importantes vias internacionais para o comércio de bens e energia, e proteger a segurança e a estabilidade nessa região é do interesse comum da comunidade internacional. A China exorta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada das tensões, prevenirem novas turbulências e reduzirem os impactos na economia global”, declarou a representante do governo chinês.
A agência de notícias norte-americana Bloomberg apurou que Pequim está pressionando o Irã para que evite interromper o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, especialmente as exportações de energia do Catar.
“Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã durante o processo de negociação, violando o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais e provocando uma escalada repentina da situação no Oriente Médio. A China está profundamente preocupada”, acrescentou Mao.
(*) Com Ansa e RT en Español