Resumo objetivo:
A PRF apreendeu um carro blindado de luxo pertencente a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", horas após sua prisão. O veículo foi encontrado com irregularidades e tinha restrição de circulação determinada pelo STF. Mourão, preso por integrar uma suposta milícia privada do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu na mesma data em que foi detido.
Principais tópicos abordados:
1. A apreensão do veículo blindado e suas irregularidades.
2. A prisão e morte de Luiz Phillipi "Sicário", associado a uma milícia privada.
3. A investigação do grupo liderado por Daniel Vorcaro, acusado de planejar ameaças e coerção, incluindo contra um jornalista.
4. O contexto criminal dos envolvidos.
A PRF (PolÃcia Rodoviária Federal) apreendeu na noite de quarta-feira (4) um carro blindado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário e preso por suspeita de integrar uma "milÃcia privada" do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Mourão morreu horas depois da prisão.
Segundo comunicado da corporação, o veÃculo, uma LR Range Rover avaliada em R$ 700 mil, foi encontrado horas após a prisão de Mourão durante uma abordagem na BR- 381, em Pouso Alegre (MG).
O casal que estava no carro afirmou que o veÃculo era de um amigo. Os dois estavam indo de Belo Horizonte para São Paulo. A PRF não informou se eles citaram o nome de Mourão.
"Nenhum ilÃcito foi encontrado com o casal, assim como também nenhum mandado de prisão em aberto", diz o comunicado da PolÃcia Rodoviária Federal.
A PRF também informou que a Range Rover estava com o licenciamento irregular e que havia uma restrição de circulação imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Agora apreendido, o carro fica à disposição da Justiça.
O homem apelidado de Sicário, termo que vem do espanhol e que significa assassino de aluguel, morreu na cela da Superintendência da PolÃcia Federal de Minas Gerais no mesmo dia em que foi preso. Ele tinha 43 anos.
No despacho que determinou a prisão do grupo, incluindo Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do STF, elencou diálogos em que Mourão discute com Vorcaro a simulação de um assalto para agredir o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo a PF, o dono do Master mantinha uma milÃcia privada com o objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos. Eles formavam um grupo chamado de "A Turma", na qual as medidas planejadas eram discutidas.
Além das ameaças ao jornalista, Vorcaro e Mourão discutiram atos contra uma empregada do ex-banqueiro que o estaria ameaçando. "Tem que moer essa vagabunda", escreveu Vorcaro.
Como mostrou a Folha, ele era velho conhecido da polÃcia de Minas Gerais. Além de passagens por furto e estelionato, ele era réu desde 2021 em um processo criminal, acusado de chefiar um esquema de pirâmide financeira.