Resumo objetivo:
Deputadas do PSOL e da Rede solicitaram ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Anac os registros de voos e a lista de passageiros de aeronaves da empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, limitando-se às viagens em que ele esteve presente entre 2021 e 2025. O pedido visa apurar possíveis vínculos e articulações políticas com autoridades, motivado por revelações recentes sobre o uso de jatinhos para fins políticos, como um voo do deputado Nikolas Ferreira em campanha de Bolsonaro em 2022. Os órgãos têm 30 dias para responder.
Principais tópicos abordados:
1. Pedido formal de informações sobre voos particulares ligados a Daniel Vorcaro.
2. Investigação de possíveis redes de influência e articulação política com autoridades.
3. Contexto de escândalos financeiros e uso de aeronaves para atividades políticas.
Deputadas do PSOL e da Rede pediram ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) os registros de voos nacionais e internacionais, além da lista de passageiros, de aeronaves da empresa ligada a Daniel Vorcaro.
O pedido quer a relação de voos da Prime Aviation, que tinha o banqueiro entre os donos. Mas limita à queles em que Vorcaro estava entre os passageiros. O pedido engloba o perÃodo de 2021 a 2025.
As parlamentares querem saber quem viajou com o banqueiro em voos particulares. O requerimento é feito após a divulgação de que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o jatinho ligado ao banqueiro para fazer campanha para o então presidente, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
"O que impõe ao Parlamento o dever de apurar se houve trânsito, articulação e circulação de interesses junto a autoridades públicas e representantes eleitos em um contexto de colapso financeiro que atingiu milhares de brasileiros", diz o pedido.
As deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e HeloÃsa Helena (REDE-RJ) assinam o requerimento. Na justificativa, dizem que é preciso saber o "real alcance da rede de vÃnculos de Daniel Vorcaro".
O pedido é feito em meio à divulgação de documentos obtidos pela CPMI do INSS. As mensagens descobertas até agora mostram uma proximidade do banqueiro com diversos polÃticos e autoridades.
"O rastro das relações não aparece apenas em contratos e balanços. Ele aparece em agendas, encontros e deslocamentos â inclusive em viagens executivas, feitas fora do escrutÃnio público e frequentemente utilizadas como meio de aproximação, negociação e construção de redes de influência", finaliza o documento.
Os órgãos, agora, têm 30 dias para responder aos questionamentos.