Resumo objetivo:
A secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, foi demitida pelo presidente Donald Trump após uma série de controvérsias. Sua saída ocorreu em meio a críticas sobre a gestão de crises de imigração, uma polêmica campanha publicitária cara e uma paralização orçamentária (shutdown) que afetava agências do setor. Trump nomeou o senador Markwayne Mullin para substituí-la e realocou Noem para um cargo de enviada especial.
Principais tópicos abordados:
1. A demissão de Kristi Noem do Departamento de Segurança Interna.
2. As causas da demissão: crise na imigração, mortes controversas, polêmica com uma campanha publicitária e o shutdown orçamentário.
3. A nomeação de Markwayne Mullin como novo secretário.
4. A realocação de Noem para o cargo de enviada especial para uma iniciativa de segurança nas Américas.
A secretaria do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, foi demitida nesta quinta (5). A informação foi anunciada pelo presidente Donald Trump por meio da rede social Truth Social.
A possibilidade da demissão de Noem vinha sendo ventilada em meio à s crises do ICE, o serviço de imigração dos EUA, e da morte de dois americanos, Renee Good e Alex Pretti, no inÃcio deste ano em Minnesota por agentes federais.
Na véspera da demissão, Noem foi interrogada pelo Congresso dos EUA e repetiu que os americanos mortos pelos agentes eram terroristas. Essas mortes se tornaram um problema para o governo Trump após gerar uma onda de crÃticas até mesmo dentro do partido republicano.
Para analistas, ela era mantida na posição mesmo diante da crise por ser fiel a Trump e comandar a operação contra imigrantes, que foi uma das principais bandeiras na campanha para o retorno do presidente a Washington.
O site de notÃcias polÃticas Punchbowl afirmou que Trump tinha começado a questionar parlamentares republicanos se deveria demiti-la. De acordo com o veÃculo, o presidente teria ficado insatisfeito com a postura de Noem diante de parlamentares e especialmente pela resposta ao ter sido questionada sobre uma campanha publicitária financiada pelo governo.
A campanha publicitária teria custado cerca de US$ 220 milhões (R$ 1,14 bilhão) e foi concedida a uma empresa administrada pelo marido de Tricia McLaughlin, ex-porta-voz do DHS. Durante a audiência, Noem disse diversas vezes que Trump aprovou a campanha, na qual Noem tinha papel principal.
Em meio às polêmicas, Noem ainda enfrentava uma paralisação (conhecida como shutdown) da sua pasta. Isso porque os democratas e republicanos não chegaram a um acordo para o orçamento.
A paralisação afeta alguns dos programas da pasta, como a Administração de Segurança no Transporte, a Agência Federal de Gestão de Emergências, a Guarda Costeira e a área de cibersegurança. Democratas tentam negociar com a Casa Branca alterações nas ações anti-imigração para garantir seus votos e encerrar a paralisação.
Pelo Truth Social, Trump agradeceu Noem e anunciou que ela vai ocupar o cargo de enviada especial para o Escudo das Américas, iniciativa que vai reunir presidentes da América Latina alinhados a Trump em Doral, no estado da Flórida, neste fim de semana, com objetivo de coordenar o combate ao tráfico de drogas na região.
No lugar de Noem, Trump anunciou a nomeação do senador de Oklahoma, Markwayne Mullin, a partir de 31 de março. "Guerreiro Maga e ex-lutador profissional de MMA invicto, Markwayne realmente se relaciona bem com as pessoas e conhece a sabedoria e a coragem necessárias para avançar nossa agenda 'America First'", disse Trump.
"Markwayne trabalhará incansavelmente para manter nossa fronteira segura, impedir que criminosos migrantes, assassinos e outros infratores entrem ilegalmente em nosso paÃs, acabar com a praga das drogas ilegais e fazer a América segura novamente."