Resumo dos pontos principais:
O presidente Lula confirmou uma visita à Espanha para 17 de abril, com participação em um fórum sobre democracia no dia seguinte. Durante conversa com o premiê espanhol Pedro Sánchez, ambos criticaram a guerra no Oriente Médio e defenderam uma solução pacífica por meio do multilateralismo.
Principais tópicos abordados:
1. Agenda diplomática bilateral (visita de Lula à Espanha e participação em fórum internacional).
2. Posicionamento conjunto sobre o conflito no Oriente Médio (defesa do fim da guerra e de negociações).
3. Críticas à postura belicista, com menção ao atrito de Sánchez com os EUA por se recusar a apoiar ataques ao Irã.
Lula conversa com Pedro Sánchez e confirma viagem à Espanha
Líderes dos dois países criticaram guerra no Oriente Médio e marcaram encontro em Barcelona no dia 17 de abril
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta quarta-feira (04/03) com o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e aceitou o convite para visita bilateral ao país europeu, prevista para 17 de abril, em Barcelona.
Lula também confirmou participação na quarta reunião de alto nível do grupo “Em Defesa da Democracia”, prevista para o dia 18 de abril, também na cidade catalã.
A iniciativa foi lançada no ano passado e envolve os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai.
Guerra EUA e Israel x Irã
Lula e Sánchez também conversaram sobre a situação no Oriente Médio, no contexto do conflito armado travado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, ambos compartilharam o desejo de que a guerra possa chegar a um fim com a maior brevidade possível e que as negociações de paz possam ter início sob o amparo do direito internacional.
Lula e Sánchez ainda reiteraram compromisso com o multilateralismo como caminho para construção da paz e do desenvolvimento sustentável.
Contrário à guerra, o presidente do governo da Espanha provocou a irritação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negar o uso de bases militares no sul do país para o lançamento de ataques contra o Irã.
O mandatário norte-americano chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu, mas Sánchez vem mantendo a posição de não cooperar em favor do conflito armado.