Resumo objetivo:
O presidente russo Vladimir Putin afirmou que considera suspender o fornecimento de gás natural para a União Europeia, argumentando que novos mercados abertos por uma crise no Golfo Pérsico tornam essa opção mais vantajosa. Ele apresentou a avaliação como uma ponderação econômica, e não política, embora a UE já tenha aprovado um calendário para banir gradualmente as importações de gás russo a partir de 2026.
Principais tópicos abordados:
1. A possibilidade de a Rússia suspender voluntariamente o fornecimento de gás para a UE.
2. O contexto de crise no Golfo Pérsico (ataque ao Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz) como fator para a abertura de novos mercados energéticos.
3. A decisão prévia da UE de banir progressivamente o gás russo a partir de 2026.
4. A justificativa russa de que a mudança seria uma decisão de mercado, visando parceiros considerados confiáveis.
Rússia considera possibilidade de suspender gás natural para a UE
Em consequência do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, Putin enfatizou que acredita ser mais vantajoso "entrar em novos mercados que estão se abrindo"
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (04/03) que não está descartada a possibilidade de suspender o fornecimento de gás para os mercados da União Europeia, incluindo gás natural liquefeito (GNL).
O conflito iniciado com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e precedido pelas retaliações de Teerã, levou ao bloqueio iraniano ao tráfego no Estreito de Ormuz.
Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.
Newsletter
OM no YouTube
Por sua vez, o bloqueio resultou na interrupção da produção de GNL no Catar e das operações na maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita.
“Agora outros mercados estão se abrindo. E talvez seja mais vantajoso para nós parar de abastecer o mercado europeu neste momento. Para entrarmos nesses mercados que estão se abrindo e nos estabelecermos nesses mercados”, afirmou Putin.
Educação para as massas: o sistema de ensino na União Soviética
Uma breve história do Irã
O mandatário russo enfatizou que as escolhas de seu governo não possuem “motivação política”, mas que o mercado irá fechar em um ou dois meses de qualquer maneira.
“Não seria melhor interromper isso agora e nos concentrarmos nos países que são parceiros confiáveis, para consolidar nossa posição lá? Mas isso não é uma decisão. Neste caso, são, por assim dizer, pensamentos expressos em voz alta”, acrescentou.
Vale ressaltar que, em dezembro do ano passado, o Conselho da União Europeia autorizou a eliminação gradual das importações de gás russo a partir de 1º de janeiro de 2026, com base na proposta da Comissão Europeia, mantendo um período de transição para os contratos existentes até 1º de janeiro de 2028.
A proibição das importações de gás russo por gasoduto entrará em vigor em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.
Durante sua fala, Putin afirmou que “a Rússia sempre foi e continua sendo uma fornecedora de energia confiável para todos os nossos parceiros, incluindo os países europeus”. Além disso, o mandatário russo afirmou que o país continuará a “trabalhar dessa maneira com aqueles parceiros que também são parceiros confiáveis, por exemplo, aqueles da Europa Oriental, como a Eslováquia e a Hungria”.
O presidente russo, ainda afirmou que a Rússia era um fornecedor seguro, porém o atual conflito desencadeado pela atual crise do Irã levou disposição para os compradores a pagar preços altíssimos por altos volumes de gás.
Enquanto isso, a proibição das importações de gás natural liquefeito começará em 25 de abril de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de janeiro de 2027 para todos os contratos de longo prazo.