Resumo dos pontos principais:
Foi lançada em João Pessoa (PB) a primeira turma do projeto Defensoras Populares, que tem como objetivo formar mulheres em situação de vulnerabilidade em direitos humanos e saúde, capacitando-as para identificar violências e atuar como ponte entre a comunidade e o sistema de justiça. A iniciativa, que será expandida para outros quatro estados em 2026, é uma ação da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça em parceria com a Fiocruz e integra o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
Principais tópicos abordados:
1. Objetivo do projeto: Formar mulheres vulneráveis para atuar como defensoras comunitárias, ampliando o acesso à justiça e fortalecendo lideranças.
2. Escopo e expansão: Lançamento na Paraíba e previsão de implantação em mais quatro estados (BA, MG, RN, SP) no primeiro trimestre de 2026.
3. Instituições envolvidas: Uma iniciativa do Ministério da Justiça (SAJU/MJSP) em parceria com a Fiocruz, vinculada a políticas nacionais de combate à violência contra a mulher.
4. Contexto e reconhecimento: O projeto é baseado em experiências bem-sucedidas das Defensorias Públicas e seu piloto no Ceará foi premiado em 2025.
Nesta sexta (6), ocorre em João Pessoa (PB) o lançamento da primeira turma do projeto Defensoras Populares, iniciativa nacional dedicada à formação de mulheres em situação de vulnerabilidade em direitos humanos e saúde, com foco no fortalecimento de lideranças comunitárias e na ampliação do acesso à justiça.
A iniciativa prepara mulheres para identificar diferentes formas de violência, como fÃsica, psicológica, patrimonial e sexual, orientar outras mulheres sobre como buscar ajuda e aproximar quem precisa dos serviços públicos de justiça. A ideia é que elas se tornem pontes entre a comunidade e o sistema jurÃdico.
No primeiro trimestre de 2026, além da ParaÃba, serão implantadas turmas na Bahia, em Minas Gerais, no Rio Grande do Norte e em São Paulo.
O projeto é da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, no Ministério da Justiça e Segurança Pública (SAJU/MJSP), em parceria com a Fiocruz, e integra o Pacto Nacional Brasil contra o FeminicÃdio e o Programa Antes que Aconteça, polÃtica nacional para promover autonomia, segurança e proteção a vÃtimas de violência contra a mulher.
O Defensoras Populares parte de experiências bem-sucedidas das Defensorias Públicas de promoção de empoderamento jurÃdico comunitário. O projeto-piloto realizado no Ceará, em parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, foi vencedor do Prêmio Innovare 2025, que valoriza práticas de inovação na cidadania e no acesso à justiça.
Para a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), coordenadora nacional do Antes que Aconteça, o projeto representa uma polÃtica pública estruturante. "Quando uma mulher entende seus direitos, ela deixa de aceitar a violência como destino e passa a enfrentar a injustiça de cabeça erguida", afirma.
Além da senadora, estarão presentes no evento a secretária nacional de acesso à justiça no MJSP Sheila de Carvalho, a coordenadora de relações institucionais da Presidência da Fiocruz Zélia Maria Profeta da Luz e o vice-governador da ParaÃba, Lucas Ribeiro (PP-PB).
As representantes do Judiciário serão a juÃza coordenadora das Varas de Violência Doméstica da ParaÃba, Graziela Nóbrega, a promotora Dulcerita Alves, a defensora pública-geral da ParaÃba, Madalena Abrantes, e a coordenadora das Delegacias da Mulher da ParaÃba, Sileide Azevedo.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS