A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, revertendo um déficit do mesmo mês no ano anterior. O resultado foi impulsionado por um crescimento de 15,6% nas exportações, com destaque para a indústria extrativa (petróleo e minério de ferro), e por uma queda de 4,8% nas importações. Os principais tópicos abordados são: o resultado superavitário, o desempenho das exportações por setor e a retração nas importações por categoria de bens.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões (R$ 22,1 bi) em fevereiro, ante um resultado negativo de US$ 467 milhões (R$ 2,3 bi) observado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) divulgados nesta quinta-feira (5).
Pesquisa da Reuters com economistas apontava para uma expectativa de resultado similar, um saldo positivo de US$ 4,2 bilhões para o perÃodo.
O resultado das trocas comerciais do paÃs no mês passado é fruto de US$ 26,3 bilhões (R$ 138,5 bi) em exportações, que cresceram 15,6% na comparação com fevereiro de 2025, e US$ 22,1 bilhões (R$116,4 bi) em importações, que recuaram 4,8% no perÃodo.
Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, com aumento de 55,5%, puxada por altas expressivas nas vendas de petróleo e minério de ferro. Os ganhos foram de 6,3% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes, e de 6,1% na agropecuária, sob impulso das vendas de soja.
Do lado das importações, houve queda na chegada ao paÃs de bens intermediários e bens de capital, recuo mais relevante do que as elevações observadas em bens de consumo e combustÃveis.