Resumo objetivo:
No próximo domingo (8 de março), ocorrerá em Salvador um ato unificado pelo Dia Internacional das Mulheres, com concentração no Cristo da Barra e caminhada até o Farol. A mobilização denuncia a escalada da violência de gênero e dos feminicídios na Bahia — estado que é o quarto no ranking nacional desse crime em 2025 — e exige políticas públicas efetivas de proteção às mulheres.
Principais tópicos abordados:
1. Mobilização e reivindicações: Ato público com lema que inclui fim do feminicídio, defesa da democracia, fim da escala 6×1 e garantia do "Bem Viver".
2. Violência de gênero: Dados sobre feminicídios na Bahia, com destaque para o alto índice de vítimas negras, jovens e trabalhadoras.
3. Críticas às políticas públicas: Denúncia do desmonte dos serviços de atendimento à mulher, falta de investimento em proteção e conexão entre violência doméstica e exploração trabalhista.
No próximo domingo (8), Dia Internacional das Mulheres, movimentos sociais, sindicais, coletivos feministas, grupos culturais, partidos políticos e comunidades de Salvador (BA) estarão nas ruas no ato unificado do 8 de Março. Com o lema “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, a mobilização se concentra partir das 9h no Cristo da Barra e segue em caminhada até o Farol, na orla da capital.
Organizado e convocado pelo Movimento 8M, coletivo que reúne diversas organizações e entidades do campo e da cidade, o ato tem o objetivo de denunciar a escalada da violência de gênero na Bahia e exigir políticas públicas que saiam do papel.
Aumento da violência
A mobilização acontece num contexto de escalada da violência contra as mulheres. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça, 103 mulheres foram assassinadas na Bahia em 2025, tornando o estado o quarto do país com mais casos de feminicídio. Mais de 80% das vítimas são mulheres negras, jovens e trabalhadoras.
“Não somos estatísticas. O feminicídio é o ápice de um sistema que negligencia nossos direitos, que vão desde a falta de uma creche até a ausência de Casas Abrigo”, denuncia o Movimento 8M em manifesto divulgado por meio das redes sociais.
Mulheres vivas e com direitos
A manifestação também amplia o debate sobre segurança pública, conectando a violência doméstica à exploração trabalhista. Além do fim do feminicídio, o movimento também exige maior orçamento para serviços públicos de proteção às mulheres e redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1.
“Não existe democracia real enquanto mulheres forem silenciadas através do seu assassinato ou através do medo. O 8M tece críticas ainda ao desmonte de serviços de atendimento à mulher e à precarização das políticas de proteção”, salientam as organizações.
“O ato do dia 8 de março não é apenas uma caminhada, mas a manifestação de um movimento social organizado que se recusa a aceitar o ‘novo normal’ da violência. É também um convite para que cada cidadã e cidadão se junte à luta por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e escala 6×1”, finaliza o manifesto.
Serviço
O quê: Ato unificado do Dia Internacional das Mulheres – “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”
Quando: 8 de março (domingo), às 9h
Onde: Concentração no Cristo (Barra), com destino ao Farol da Barra, em Salvador (BA)