Resumo objetivo:
O Irã afirma que seus drones militares atingiram o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, forçando-o a se afastar da fronteira marítima iraniana. Além disso, advertiu que qualquer invasão terrestre contra o país resultaria em um "desastre" para os inimigos, embora afirme não ter intenção de fechar o Estreito de Ormuz. As declarações incluem a rejeição a um cessar-fogo e a novas negociações com os Estados Unidos.
Principais tópicos abordados:
1. Alegado ataque iraniano com drones ao porta-aviões USS Abraham Lincoln.
2. Advertências do Irã sobre consequências de uma invasão terrestre.
3. Posição iraniana sobre o Estreito de Ormuz e a recusa a negociações com os EUA.
Irã diz que drones militares atingiram Abraham Lincoln, maior porta-aviões dos EUA
Após ataque, navio se afastou da fronteira marítima iraniana; chanceler Abbas Araghchi advertiu que eventual invasão terrestre resultaria em ‘desastre’ aos inimigos
O Irã informou nesta quinta-feira (05/03) que drones militares liderados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) atingiram o porta-aviões Abraham Lincoln dos Estados Unidos, destacado a mando do presidente norte-americano Donald Trump próximo do país persa. Teerã também advertiu que qualquer ofensiva terrestre contra a sua nação resultaria em “desastre” aos inimigos.
“O porta-aviões Abraham Lincoln, que havia se aproximado a 340 quilômetros das fronteiras marítimas do Irã no Mar de Omã numa tentativa de controlar o Estreito de Ormuz, foi atingido por drones da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana”, disse porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.
O porta-voz acrescentou que o navio fugiu rapidamente com seus contratorpedeiros e agora está a milhares de quilômetros da região.
Anteriormente, logo após a agressão inicial perpetrada pelos Estados Unidos e Israel no último sábado (28/02), o IRGC havia anunciado que o USS Abraham Lincoln havia sido alvo de quatro mísseis balísticos, informação que o Pentágono negou em primeiro momento.
No dia anterior, o IRGC informou ter abatido um caça norte-americano de ataque multiuso no sudoeste do Irã. Segundo o corpo, o F-15E Strike Eagle foi derrubado graças aos novos sistemas de defesa aérea da Força Aeroespacial da Guarda.
De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o país persa já lançou mais de dois mil drones em retaliação aos ataques norte-americanos e israelenses.
Resposta desastrosa contra invasão terrestre
À emissora norte-americana NBC News, o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi afirmou que o país está “preparado” para enfrentar uma possível invasão terrestre, que, segundo Teerã, seria um “desastre” para seus inimigos.
“Estamos prontos para qualquer eventualidade, até mesmo um desembarque”, disse o chanceler. “Estamos esperando por eles. Temos certeza de que podemos enfrentá‑los, e que isso seria desastroso para eles”.
Araghchi também afirmou que o Irã “não tem intenção” de fechar o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica localizada entre o Golfo Pérsico e Golfo de Omã, embora não descarte tal possibilidade caso Israel e os Estados Unidos sigam escalando a guerra.
“Não fomos nós que o fechamos. Os navios e petroleiros é que evitam atravessá‑lo porque temem ser atacados por um dos lados”, afirmou.
Por fim, o ministro reiterou que Teerã não busca um cessar‑fogo e não pretende voltar a negociar com os Estados Unidos.
“Já negociamos com eles duas vezes, e em ambas as ocasiões fomos atacados no meio das negociações”, declarou Abbas, em referência à Guerra dos 12 Dias de junho passado, quando Washington e Tel Aviv se juntaram para atacar a infraestrutura iraniana. “Não estamos pedindo cessar‑fogo. Não vemos motivo para negociar com os Estados Unidos.”