O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que, após o conflito com o Irã, os Estados Unidos poderiam voltar a negociar com Cuba, afirmando que a ilha "deseja muito fechar um acordo". Essa declaração ocorre em meio a uma grave crise em Cuba, agravada por um embargo de petróleo imposto por Washington que cortou o fornecimento crucial da Venezuela e do México. Como resultado, o país enfrenta apagões generalizados, escassez de combustíveis, racionamento e colapso de serviços básicos, situação que Trump vincula à pressão para derrubar o regime comunista, considerado uma "ameaça excepcional" à segurança dos EUA.
Principais tópicos abordados:
1. Declarações de Donald Trump sobre um possível acordo futuro com Cuba.
2. A grave crise econômica e energética em Cuba, exacerbada pelo embargo de petróleo.
3. A política de pressão máxima dos EUA para isolar o regime cubano.
Horas após prever a queda do regime de Cuba, o presidente Donald Trump sugeriu, nesta quinta-feira (5), que os Estados Unidos vão se voltar para a ilha após a Guerra no Irã.
"Queremos terminar isso primeiro", disse o republicano, referindo-se ao conflito contra o paÃs persa. "Mas isso será apenas uma questão de tempo até que (...) um monte de gente inacreditável volte para Cuba". Segundo ele, a ilha "deseja muito fechar um acordo" com os EUA.
A declaração, feita durante um evento com um time de futebol de Miami na Casa Branca, ocorreu horas após o presidente americano afirmar ao site Politico que "Cuba também vai cair". "Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte. E eles querem fazer um acordo", afirmou ele, segundo o portal de notÃcias.
Cuba enfrenta uma de suas mais graves crises desde a revolução de 1959 devido à pressão de Washington. O embargo de petróleo imposto por Trump aprofundou a crise que a ilha enfrenta há anos, com escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo.
Nesta quarta (4), por exemplo, o paÃs passou por mais um apagão generalizado, da cidade de Pinar del RÃo à provÃncia oriental de Las Tunas, passando pela capital, Havana.
Desde a captura de Nicolás Maduro, em uma invasão americana à Venezuela em janeiro, Cuba deixou de receber petróleo de Caracas, que era crucial para o funcionamento de sua economia. Após pressão de Trump, o México, outro importante fornecedor, também interrompeu as remessas à ilha.
Washington ainda ameaçou impor tarifas contra paÃses que vendam petróleo a Cuba. Como resultado, nenhum petroleiro aportou na ilha desde o dia 9 de janeiro, segundo a agência de notÃcias AFP, e o regime adotou medidas drásticas, como proibição da venda de diesel e racionamento da de gasolina.
Dessa forma, hoje os cubanos vivem longos apagões, veem o lixo se acumular nas ruas e podem contar cada vez menos com serviços básicos, como transporte público e atendimento de saúde. Estima-se que Cuba produza menos da metade do petróleo de que necessita.
O governo Trump justifica sua polÃtica de asfixiamento econômico contra Cuba dizendo que o paÃs de cerca de 10 milhões de habitantes a apenas 150 km de distância da Flórida representa uma "ameaça excepcional" à segurança dos EUA, dadas as relações do regime comunista com Rússia, China e Irã.