Resumo objetivo:
As mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro revelam seu descontentamento prolongado com o Banco Central, alegando ter sido "rechaçado e humilhado". Ele pedia a aliados dentro e fora do BC que destravassem processos de seus negócios, ainda pendentes por ajustes exigidos pela autoridade, enquanto defendia a saúde de seu banco e criticava a morosidade como "injusta e imoral".
Principais tópicos abordados:
1. A insatisfação de Daniel Vorcaro com a atuação do Banco Central.
2. As tentativas de influenciar aliados para liberar processos regulatórios.
3. A menção ao ex-diretor do BC Paulo Neves, envolvido na Operação Compliance Zero.
4. As críticas à demora e aos critérios do BC na análise de pedidos.
Conversas no celular de Daniel Vorcaro mostram que ele estava irritado havia tempo com o Banco Central e tentou convencer aliados de dentro e de fora do banco a destravar negócios.
Em uma anotação que sugere uma conversa com o ex-diretor do BC Paulo Sérgio Neves de Souza, Vorcaro afirma que está sendo "rechaçado e humilhado" há dois anos.
Em um trecho, diz que o Deorf, o Departamento de Organização do Sistema Financeiro do BC, "foi contaminado".
O banqueiro não deixa claro, na conversa, o que exatamente quer do Banco Central. Mas requer o destravamento de pedidos dele que ainda demandavam ajustes exigidos pela autoridade monetária.
Paulo Neves foi um dos alvos da última fase da Operação Compliance Zero e está usando tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em outro trecho da conversa, Daniel Vorcaro diz que tem um banco saudável e faz um apelo: "Não faz sentido o que está havendo, nos deixe iniciar o trabalho".
Vorcaro conclui o texto dizendo com mais uma crÃtica à atuação do Banco Central: "O poder de fiscalizar, ajustar e punir continua no Bacen, mas não aprovar o controle ou penalizar agora a instituição é injusto e imoral".