Resumo objetivo:
A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) de São Paulo debaterá na próxima quarta-feira a instalação de telões luminosos, projeto apelidado de "Times Square paulistano", na esquina das avenidas Ipiranga e São João. A proposta, já aprovada pelo conselho de patrimônio, prevê exibição majoritária de conteúdo cultural (70%) e parcialmente publicitário (30%), dependendo de autorização sob a Lei Cidade Limpa. O projeto, com investimento privado superior a R$ 53 milhões, tem como objetivos se tornar uma atração turística e contribuir com a revitalização do centro.
Principais tópicos abordados:
1. Processo de aprovação: A análise final do projeto pela CPPU, com base na Lei Cidade Limpa.
2. Regulamentação e conteúdo: A flexibilização da lei via termo de cooperação, estabelecendo a divisão 70% (cultural/institucional) e 30% (publicidade).
3. Detalhes do projeto: Localização, edificações envolvidas, investimento privado e contrapartidas para restauro do patrimônio histórico.
4. Objetivos: Revitalizar a área e criar uma atração turística no centro de São Paulo.
A instalação de um conjunto de telões eletrônicos na esquina das avenidas Ipiranga e São João será debatida às 14h da próxima quarta-feira (11) pela CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana), órgão ligado à Prefeitura de São Paulo cuja principal atribuição é zelar pelo cumprimento da Lei Cidade Limpa, segundo convocação para reunião extraordinária publicada nesta quarta-feira (4).
O projeto apelidado de "Times Square" do centro paulistano já foi aprovado no Conpresp, o conselho de preservação do patrimônio da cidade, e agora precisa superar esta última etapa para que a capital paulista tenha uma concentração de fachadas luminosas nos moldes da que existe em Nova York.
à concreta a perspectiva de avanço do Boulevard São João, nome oficial da proposta, por um perÃodo de três anos. A permanência dos painéis, porém, será condicionada a um rigoroso controle da CPPU sob risco de revogação a qualquer momento pela prefeitura, afirmou à Folha um integrante da comissão.
Um dos pontos centrais da Lei Cidade Limpa é a proibição total à propaganda de terceiros em painéis externos, limitando esse tipo de veiculação aos abrigos de ônibus e relógios de rua. Mas termos de cooperação permitem flexibilizações pontuais. Em geral, esse instrumento permite projeções de imagens ligadas à promoção de atividades culturais e manifestações artÃsticas.
A Times Square paulistana também busca amparo legal em um termo de cooperação que prevê a exibição de informações culturais e institucionais para 70% do conteúdo transmitido. Os outros 30% seriam destinados aos apoiadores, ou seja, à publicidade de empresas que vão investir no projeto. Tais condições, no entanto, deverão ser avaliadas pela CPPU.
Os painéis seriam instalados em quatro edifÃcios principais: o Cine Paris República, o edifÃcio Herculano de Almeida, a Galeria Sampa e o EdifÃcio New York, também conhecido como o prédio do relógio do Citibank, na esquina das avenidas Ipiranga e São João, segundo a proposta.
O edifÃcio Independência, onde funciona o Bar Brahma, não receberia painéis fÃsicos, mas seria um local para projeções noturnas. Isso incluiria o prédio no roteiro, mas evitaria que sua fachada histórica fosse ocultada por estruturas permanentes. A Fábrica de Bares âempresa dona de estabelecimentos como o próprio Bar Brahmaâ ficaria responsável pela implantação.
A quantidade e até mesmo o tamanho das instalações também poderá ser modificada pela equipe que cuida da Lei Cidade Limpa. Uma das possibilidades avaliadas pela comissão é a implantação controlada de alguns painéis para uma avaliação inicial.
Iniciativa de empresários da região central apoiada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), a transformação da famosa esquina paulistana em uma praça iluminada nasce com o propósito de se tornar uma atração turÃstica e colaborar com ações de requalificação das áreas mais degradadas do centro.
O investimento privado previsto supera os R$ 53 milhões para implantação e manutenção dos painéis. Desse total, R$ 2 milhões serão alocados como contrapartida para restauração de três elementos históricos do centro: a fachada da Igreja dos Homens Pretos e o monumento Mãe Preta, no largo do Paiçandu, além do Relógio de Nichile, na praça Antônio Prado.
Oficialmente, a gestão Nunes afirmou que a implantação do projeto está condicionada à aprovação na CPPU e que o Boulevard São João seguirá as normas previstas.