A Petrobras anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025, elevando o total do ano para R$ 41,2 bilhões, alinhada com sua política de remuneração. A empresa registrou recordes de produção e exportação em 2025, enquanto o mercado projeta alta nos lucros em relação a 2024. Apesar da volatilidade nos preços do petróleo devido a tensões geopolíticas, a Petrobras afirma que não há risco ao abastecimento interno e que analisa o cenário antes de reajustar os preços dos combustíveis.
Principais tópicos abordados:
1. Distribuição de dividendos e resultados financeiros.
2. Desempenho operacional (produção e exportação).
3. Cenário internacional do petróleo e impactos geopolíticos.
4. Política de preços de combustíveis e abastecimento interno.
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (5) que distribuirá a seus acionistas R$ 8,1 bilhões pelo desempenho do quarto trimestre de 2025, que ainda não foi divulgado. Com esse valor, os dividendos da estatal pelos resultados de 2025 somarão R$ 41,2 bilhões.
A expectativa do mercado é de alta de lucro em relação a 2024, quando o desempenho financeiro da companhia foi duramente impactado por efeitos contábeis da desvalorização do real frente ao dólar naquele ano.
A Petrobras disse que os valores de dividendos estão alinhados com sua polÃtica de remuneração de acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento estiver abaixo da meta. "Esta distribuição é compatÃvel com a sustentabilidade financeira da companhia", afirmou.
No ano, a empresa bateu recorde de produção e de exportações, com 3 milhões de barris de petróleo e gás produzidos e 765 mil barris de petróleo exportados por dia.
O ano de 2026 começou também com preços em baixa, mas o cenário mudou na semana passada com os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Nesta quinta-feira (5), a cotação do Brent, principal referência internacional de preços, chegou perto dos US$ 85 (R$ 442).
A Petrobras diz que ainda analisa o cenário antes de decidir por reajustes nos preços dos combustÃveis, mas afirma que, até o momento, não há risco para o abastecimento interno, já que a companhia não utiliza rotas hoje afetadas pelo conflito.