Resumo objetivo:
A 10ª edição da Farofa do Processo, evento paralelo à MITsp, ocorrerá de 7 a 15 de março em cinco espaços culturais independentes do Bexiga, em São Paulo. O evento apresentará 60 aberturas de processo de espetáculos em criação, com a participação de 70 artistas nacionais e internacionais no esquema "pague quanto puder". A programação inclui ainda bate-papos, intervenções e o lançamento de uma pesquisa sobre o público das artes cênicas.
Principais tópicos abordados:
1. Evento e local: Realização da 10ª edição da Farofa do Processo, paralela à MITsp, em espaços independentes do Bexiga (SP).
2. Conteúdo e formato: Apresentação de espetáculos teatrais em fase de criação (abertura de processo), com diversidade de artistas e linguagens, no modelo "pague quanto puder".
3. Programação ampliada: Inclusão de bate-papos, intervenções, uma sessão noturna (Sessão Maldita) e o lançamento de um caderno de pesquisa.
4. Importância cênica: Destaque para o papel dos espaços independentes na formação e continuidade da produção artística.
São Paulo Cinco espaços culturais independentes no Bexiga, na região central de São Paulo, recebem nos próximos dias a 10ª edição da Farofa do Processo, evento paralelo à Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, a MITsp.
Espetáculos teatrais que estão em fase de criação, com pesquisas e experimentações, serão apresentados ao público de 7 a 15 de março, no esquema "pague quanto puder".
As apresentações vão reunir 70 artistas em 60 aberturas de processo, além de bate-papos, banca de vendas de livros e intervenções na rua.
Peças teatrais que circularam na cena nacional ou internacional em 2025 tiveram suas primeiras apresentações na edição anterior da Farofa. Entre elas estão "1 Peça Cansada", "AntÃgona Travesti" e "Monga".
Este ano, artistas como a diretora Georgette Fadel, o diretor Marcelo Marcus Fonseca, fundador do Teatro do Incêndio, e o ator e dramaturgo Rodrigo França vão apresentar obras em diferentes fases do processo de produção.
Da Argentina, a bailarina e coreógrafa Soledad Perez Tranmar traz o trabalho "Pluma". Artistas de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte também terão espaço.
A programação inclui o diálogo com espetáculos já consolidados, como "Agropeça", do Teatro de Vertigem, que aborda o universo dos rodeios associado a personagens do "SÃtio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato, e está em cartaz no Espaço Cultural Elza Soares, do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), na região central de São Paulo.
O ato-espetáculo musical "anonimATO", da Cia. Mungunzá, recém-desalojada do Teatro de Contêiner, na Luz, também faz parte da programação, com apresentações na Funarte.
Uma novidade de 2026 é a Sessão Maldita, com apresentações a partir da meia-noite de obras como "A Morta", a última e mais enigmática peça de Oswald de Andrade, encenada por artistas do grupo Oficina no Teatro Manás.
Veja aqui a programação completa.
Além do Manás, as apresentações experimentais ocuparão a Casa Farofa, o Teatro do Incêndio, o Teatro Estelar e o Teatro da Vertigem âespaços vizinhos na rua Treze de Maio, em uma região que vive uma retomada de sua vocação teatral e boêmia.
"A Farofa sempre nasce das urgências da produção e em 2026 escolhe olhar com mais atenção para os espaços independentes, que são onde o trabalho artÃstico ganha corpo, tempo e continuidade", diz Gabi Gonçalves, da produtora Corpo Rastreado, organizadora do evento.
Durante a Farofa será lançado o "Caderno de Mediação", uma pesquisa sobre o público das artes cênicas a partir de entrevistas com agentes culturais.