Resumo objetivo:
O senador Rogério Marinho defende a criação de uma CPI específica para investigar o Caso Master, argumentando que as novas informações recebidas pela CPI do INSS extrapolam seu objeto de investigação. Ele alega que o escândalo é mais complexo, envolvendo também o sistema financeiro e o Banco Central. No entanto, a autorização para essa nova comissão enfrenta resistência dos presidentes do Senado e da Câmara.
Principais tópicos abordados:
1. A defesa pela criação de uma CPI específica para o Caso Master.
2. A alegação de que as investigações atuais (CPIs do INSS e do Crime Organizado) são insuficientes para a complexidade do caso.
3. A resistência das lideranças do Congresso em autorizar a nova comissão.
Membro da CPMI do INSS, o senador Rogério Marinho (PL-RN) diz que as novas revelações do caso Master mostram que é preciso criar uma nova comissão especÃfica para investigar o escândalo.
"São dados que não podem ficar descontextualizados, têm de ser analisados e reforçam a necessidade de abrir uma CPI especÃfica", diz.
Nesta semana, a comissão criada para investigar desvios previdenciários recebeu informações da quebra de sigilo de Vorcaro, uma vez que o Master atuava também no setor de empréstimos consignados.
"Essas informações extrapolam o objeto desta CPI. O caso do Master é muito mais complexo, envolve também malversação de recursos do sistema financeiro, CDBs sem lastro, o uso do fundo garantidor de forma leviana, negociação promÃscua com o Banco Central. Isso não deve ser tratado de forma lateral", avalia Marinho.
Segundo ele, pedir uma CPI do Master é fazer uma aposta na racionalidade. "à o papel do Parlamento, atuando de forma complementar ao Judiciário", diz,
Apesar da pressão e das novas revelações, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) resistem a autorizar a comissão. Por enquanto, o caso Master vem sendo investigado pelas CPIs do INSS e do Crime Organizado.