Resumo objetivo:
Milhares de iranianos foram às ruas em protestos massivos para condenar uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel, que causou mais de 1.200 mortes e atingiu alvos civis. Os manifestantes rejeitaram a agressão, vista como uma violação da soberania nacional, e homenagearam o Líder Supremo Ali Khamenei, morto nos ataques. A mobilização popular é descrita como um ato de luto, resistência e unidade nacional contra a interferência estrangeira.
Principais tópicos abordados:
1. Protestos massivos: Mobilização popular em várias cidades do Irã contra uma agressão militar atribuída a EUA e Israel.
2. Vítimas e danos: Mais de 1.200 mortos, incluindo o Líder Supremo Ali Khamenei e civis em escolas e residências.
3. Rejeição e resistência: Denúncia da ofensiva como violação da soberania e do direito internacional, com manifestações de luto e determinação em defender o país.
4. Contexto da agressão: Menção à "Operação Fúria Épica", uma ofensiva militar conjunta justificada para interromper o programa nuclear iraniano.
Iranianos vão às ruas em protesto contra agressão dos Estados Unidos e Israel
Milhões de pessoas rechaçaram ataques às instalações públicas, escolas, residências e as mais de 1.200 mortes, entre elas, a do aiatolá Ali Khamenei
O povo da República Islâmica do Irã tomou as ruas das principais cidades do país em uma demonstração sem precedentes de unidade e resiliência. Milhares de cidadãos marcharam para condenar veementemente a recente agressão militar perpetrada pelos governos dos EUA e de Israel contra a soberania nacional e para prestar homenagem ao Líder Supremo Ali Khamenei, que foi morto durante os ataques.
Da capital, Teerã, a importantes centros urbanos como Mashhad, Isfahan e Ahvaz, manifestações massivas expressaram sua rejeição veemente aos ataques contra instalações estratégicas e a liderança política do país. Na icônica Rua Komeil, em Teerã, manifestantes entoaram slogans contra a aliança “EUA-sionista”, denunciando as ações como uma violação flagrante do direito internacional.
Os protestos, que se espalharam por várias províncias desde o último sábado (28/02), assumiram um caráter de luto nacional após o martírio do Líder da Revolução Islâmica, Sayyed Ali Khamenei, vítima da ofensiva aérea que também atingiu outras figuras importantes da República.
Pelo menos 1.230 pessoas foram mortas em consequência do ataque que começou em 28 de fevereiro, incluindo 171 pessoas, a maioria meninas, em uma escola em Minab, no sul do país.
Apesar dos bombardeios contínuos relatados por correspondentes na região, que atingiram não apenas alvos militares, mas também bairros residenciais e infraestrutura civil, a população decidiu permanecer nas ruas. “Os ataques aéreos visam intimidar as pessoas, mas só conseguiram fortalecer nossa determinação”, declararam participantes das marchas em Ilam, no oeste do país.
Na cidade de Taleqan, os cidadãos desafiaram as baixas temperaturas e foram às ruas apesar da constante queda de neve, de acordo com o canal iraniano Press TV.
Em regiões como Isfahan e Ahvaz, marchas espontâneas transformaram-se em atos de desafio. Os manifestantes denunciam a estratégia de Washington e Tel Aviv como uma tentativa de minar a dignidade do Irã; contudo, a indignação popular reforça a lealdade ao caminho da resistência e da unidade nacional diante da interferência estrangeira.
A mobilização em massa permanece ativa, enquanto o mundo observa a resposta de uma nação que se recusa a ceder à pressão militar das potências ocidentais.
A atual onda de indignação popular no Irã é uma resposta direta à “Operação Fúria Épica”, uma ofensiva militar conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2016. Essa agressão, justificada pelo governo de Donald Trump sob o pretexto de interromper o programa nuclear persa, consistiu em uma onda de mais de 6.500 bombardeios que afetaram não apenas infraestruturas estratégicas, mas também bairros residenciais e escolas.
Este assassinato, juntamente com a morte de centenas de civis, foi descrito pelo governo iraniano e por vários movimentos sociais em todo o mundo como uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional, desencadeando uma mobilização permanente em defesa da Revolução Islâmica.
As ruas do Irã, tomadas por um fervor que mescla luto e dignidade, enviaram uma mensagem inequívoca ao mundo: a soberania de um povo não é quebrada por bombas nem intimidada por cercos.