Resumo objetivo:
O Irã reafirmou publicamente que não negociará com os Estados Unidos, declarando falta de confiança e disposição para continuar um conflito "pelo tempo que for necessário". A posição é uma resposta direta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ser "tarde demais" para o diálogo e que o Irã estaria ansioso por um acordo, alegação negada pelas autoridades iranianas.
Principais tópicos abordados:
1. A recusa categórica do Irã em negociar com os Estados Unidos.
2. A disposição iraniana para um conflito prolongado, usando a guerra passada com o Iraque como referência.
3. A troca de declarações públicas entre os governos do Irã e dos EUA, com acusações mútuas sobre a abertura para diálogo.
O Irã está preparado para continuar lutando e não tem intenção de negociar com os Estados Unidos, declarou Mohammad Mojber, assessor do falecido líder supremo do país, nesta quarta-feira (4).
“Não temos confiança nos norte-americanos e não temos intenção de entrar em negociações com os Estados Unidos”, disse ele, conforme citado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
“Podemos continuar a guerra pelo tempo que for necessário, assim como fizemos durante os oito anos da Sagrada Defesa”, acrescentou, referindo-se à guerra de oito anos contra o Iraque entre 1980 e 1988.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que é “tarde demais” para o Irã retomar o diálogo.
O presidente havia declarado que Teerã queria chegar a um acordo com Washington: “Eles estão muito ansiosos para chegar a um acordo. Eu disse a eles que deveriam ter feito isso há uma semana.”
No entanto, as autoridades iranianas negaram isso. “Não negociaremos com os Estados Unidos“, disse Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.