O desabamento de um prédio de quatro andares que abrigava um asilo em Belo Horizonte resultou em 12 mortos e envolveu 29 vítimas no total. A causa do colapso ainda está sob apuração, embora tenham sido encontrados indícios de uma obra de ampliação no local. O asilo possuía toda a documentação de funcionamento regular, inclusive com vistoria recente.
Subiu para 12 o número de mortos registrados após o desabamento de um prédio em Belo Horizonte. O local funcionava como um asilo.
O incidente envolveu ao todo 29 vÃtimas. Nove delas saÃram por conta própria e outras oito foram retiradas vivas dos escombros.
A última pessoa desaparecida foi localizada na madrugada desta sexta-feira (6). Trata-se de uma idosa de 77 anos cujo corpo foi retirado dos escombros por volta das 6h.
O imóvel de quatro andares fica no bairro Jardim Vitória, na região nordeste da capital mineira.
O asilo estava situado no primeiro pavimento, acima de uma clÃnica de bronzeamento e abaixo da residência do proprietário do prédio e de uma academia de ginástica.
O dono do imóvel foi uma das vÃtimas. Sua mulher, Sâmia, 31, e a filha deles, Laura, 2, estavam em outro quarto e foram resgatadas com vida.
"A gente lamenta muito o que ocorreu, foi realmente uma fatalidade, ninguém esperava. Não tinha sinais, não tinha nada de que isso pudesse acontecer", disse Sâmia em conversa com jornalistas na tarde desta quinta na saÃda do hospital Odilon Behrens, onde os resgatados foram atendidos.
"Eu só peço orações por todos os idosos, pelo meu marido, que não resistiu. Porque é muito doloroso, cada um que estava lá era parte da nossa famÃlia. Minha filha chama eles de vovô e vovô."
Durante as buscas, um idoso de 87 anos conseguiu se comunicar com os bombeiros quando estava soterrado, foi resgatado durante a manhã e encaminhado ao hospital.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o lar de idosos tem alvará de funcionamento válido até 2030 e alvará sanitário também regular, com a última vistoria feita em janeiro deste ano.
Não chovia no momento do desabamento, e a Defesa Civil diz que a região não é considerada uma área de risco. A causa da queda da estrutura ainda é apurada.
A PolÃcia Civil afirmou que peritos no local encontraram indÃcios de que havia uma obra de ampliação do imóvel em andamento, mas que não é possÃvel ainda relacionar essa reforma ao desabamento.