Resumo objetivo:
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou sua intenção de intervir militarmente no Irã e influenciar a escolha do próximo líder do país. Paralelamente, o Congresso norte-americano rejeitou propostas para limitar os poderes de guerra do presidente. Os recentes ataques dos EUA e de Israel ao Irã desencadearam uma escalada de tensões, com o Hezbollah no Líbano retaliando e alertando civis israelenses para evacuarem áreas fronteiriças.
Principais tópicos abordados:
1. Declarações de Trump sobre intervenção no Irã.
2. Rejeição pelo Congresso dos EUA de limites aos poderes bélicos do presidente.
3. Escalada militar e retaliações no Líbano envolvendo Israel e o Hezbollah.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende entrar no Irã e “limpar tudo”, em entrevista à NBC News, nesta quinta-feira (5). O republicano disse ainda que tem “pessoas em mente que fariam um bom trabalho” no país persa.
“Não queremos alguém que reconstrua tudo ao longo de 10 anos”, acrescentou. “Temos algumas pessoas que acredito que fariam um bom trabalho”, afirmou, mas sem citar nomes. No mesmo dia, Trump disse ao site Axios, que precisa estar “envolvido na nomeação” do próximo líder do Irã.
No mesmo dia, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou uma proposta que obrigaria Trump a obter autorização do Congresso antes de ordenar ações militares contra o Irã. O placar foi de 212 votos contrários e 219 favoráveis.
A análise na Câmara ocorreu um dia após o Senado também barrar uma tentativa semelhante de restringir os poderes de guerra do presidente.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã. Entre os mortos, está o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Expansão no Líbano
Com os ataques dos EUA e de Israel, o chamado “eixo da resistência” construído pelo Irã – com o Hezbollah no Líbano, os houthis no Iêmen, as milícias no Iraque e na Síria – também foi alvo da ofensiva e iniciou uma resposta.
O Hezbollah alertou colonos israelenses em áreas fronteiriças com o Líbano para deixarem suas casas diante de possíveis ataques em resposta à ofensiva israelense contra o país. “Eles são obrigados a evacuar todos os assentamentos localizados a menos de 5 quilômetros da linha de fronteira”, diz o comunicado do grupo.
A resistência libanesa declarou que a ofensiva do exército israelense contra o país, com ataques a civis, danos à infraestrutura e deslocamento de moradores, será alvo de resposta. O Hezbollah também informou que realizou ações contra posições militares israelenses ao longo da fronteira sul do Líbano.
À meia-noite de sexta-feira (6), o grupo atacou uma base militar israelense na cidade de Markaba, no sul do Líbano. Também foram disparados mísseis contra veículos militares israelenses que iam de Wadi al-Asafir em direção à cidade de Khiam, também no sul do Líbano.
O alerta do Hezbollah ocorre após Israel ter ordenado, no dia anterior, a retirada em massa de moradores de bairros nos subúrbios ao sul de Beirute. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, 102 pessoas morreram e 638 ficaram feridas em ataques israelenses registrados entre a manhã de 2 de março e a tarde do dia 5.