O Brasil de Fato e a Fundação Rosa Luxemburgo divulgaram os cinco projetos selecionados no programa de microbolsas "Combate à Agenda Antidemocrática", que financiará reportagens sobre iniciativas progressistas de enfrentamento ao autoritarismo e à extrema direita. Os jornalistas contemplados receberão R$ 5 mil e acompanhamento editorial para produzir matérias que serão publicadas a partir de maio. Os temas selecionados incluem lutas de povos indígenas, comunidades tradicionais, movimentos cristãos progressistas, egressos do sistema prisional e trabalhadores precarizados.
Principais tópicos abordados:
1. Lançamento e objetivo do programa de microbolsas para jornalismo crítico.
2. Descrição das pautas jornalísticas selecionadas e suporte aos profissionais.
3. Processo seletivo e critérios de avaliação das propostas.
4. Contexto da parceria entre as instituições e menção à edição anterior do projeto.
O Brasil de Fato, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, divulga o resultado da seleção do programa de microbolsas de jornalismo “Combate à Agenda Antidemocrática”. Cinco pautas foram selecionadas (confira abaixo).
A iniciativa vai apoiar a produção de reportagens sobre experiências progressistas de enfrentamento ao autoritarismo, ao conservadorismo e às ofensivas antidireitos no país. Os jornalistas contemplados receberão uma bolsa de R$ 5 mil para a produção das pautas e também contarão com acompanhamento editorial do BdF.
O material será publicado no site e nas redes sociais do veículo a partir de maio.
A divulgação coincide com o mês em que a Fundação Rosa Luxemburgo realiza, em São Paulo, o evento A saída é pela esquerda: Good Night, Far Right, dedicado ao debate de estratégias de enfrentamento ao autoritarismo, ao neoliberalismo e à extrema direita.
Lançado no início de fevereiro, o programa de microbolsas tem como objetivo fortalecer o jornalismo crítico e independente, ampliando a visibilidade de iniciativas que defendem a democracia, impulsionam a organização social e afirmam direitos em meio ao avanço de agendas antidemocráticas.
Confira as pautas selecionadas:
- A luta do povo Guarani contra uma multinacional da celulose para serem consultados – Alass Derivas (RS)
- O protagonismo das mulheres e comunidades tradicionais do Sul da Bahia no enfrentamento ao fundamentalismo e à desinformação – Fabiana Barbosa Corrêa (BA)
- Com pautas progressistas, movimentos ligados a igrejas cristãs antibolsonaristas conquistam novos fiéis e reforçam a prática de uma “Teologia da Democracia” – Fabio Leon Moreira (RJ)
- Arte e cultura como motor da liberdade: a auto-organização de egressas do sistema prisional – Laila Thaíse Batista de Oliveira (SE)
- O protagonismo dos precarizados brasileiros na luta por direitos trabalhistas – Raul Galhardi Pinto (CE)
Seleção
A chamada recebeu 61 inscrições de jornalistas de 15 estados e do Distrito Federal, representando as cinco regiões do país.
A seleção das pautas ficou a cargo de uma comissão formada por nomes de referência no jornalismo e no pensamento crítico brasileiro: Dennis de Oliveira, professor da ECA/USP; Jorge Pereira, coordenador de projetos da Fundação Rosa Luxemburgo; Monyse Ravena, coordenadora de jornalismo do Brasil de Fato; Rogério Chaves, coordenador editorial da Editora Fundação Perseu Abramo, e Tatiana Merlino, diretora de O Joio e O Trigo.
Com trajetórias marcadas pelo compromisso com a comunicação pública, os direitos humanos e a análise crítica da realidade brasileira, o grupo foi responsável por avaliar as propostas e definir as pautas selecionadas.
As pautas foram selecionadas a partir de critérios como relevância temática, consistência, viabilidade de apuração e alinhamento com o objetivo da microbolsa. Duas vagas afirmativas foram destinadas para pessoas que fazem parte de grupos vulnerabilizados.
Primeira experiência: Marcha das Mulheres Negras 2025
A microbolsa “Combate à agenda antidemocrática” marca a segunda iniciativa conjunta entre o Brasil de Fato e a Fundação Rosa Luxemburgo.
A primeira edição, realizada em 2025, teve como foco ampliar a visibilidade da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras, que reuniu milhares de mulheres em Brasília, no dia 25 de novembro, fortalecendo a luta contra o racismo, o sexismo e as desigualdades estruturais.
Com as microbolsas, as organizações reafirmam o compromisso de impulsionar um jornalismo crítico, enraizado nas lutas populares e alinhado à defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.
Leia as matérias produzidas na primeira edição:
- ‘Tem pretas no Sul’: mulheres negras desafiam apagamento histórico e mito da ‘Europa brasileira’ na região mais branca do país
- Terreiro das Pretas: quintal afroecológico é exemplo de bem viver na terceira APA mais desmatada do Brasil
- Neusa das Dores, a feminista que fez da luta lésbica negra um caminho de reparação e memória
- Da água que some ao rio que engole: violações de direitos expõem racismo ambiental e moldam cotidiano de mulheres negras amazônidas