Resumo objetivo:
O alto comissário de direitos humanos da ONU, Volker Turk, declarou que as ordens de evacuação forçada em massa emitidas por Israel no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute violam o direito internacional humanitário, especialmente quanto à transferência forçada de civis. Paralelamente, os bombardeios israelenses no Líbano já causaram mais de 100 mortes e centenas de feridos, atingindo mesquitas, escolas e áreas residenciais em diversas localidades. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha atua no apoio aos deslocados e no transporte de equipamentos médicos, enquanto o Hezbollah emitiu alertas para colonos israelenses nas áreas de fronteira.
Principais tópicos abordados:
1. A acusação da ONU sobre violações do direito internacional humanitário pelas evacuações forçadas de civis ordenadas por Israel.
2. O impacto humanitário dos bombardeios israelenses, com centenas de vítimas civis e destruição de infraestrutura civil.
3. A atuação de organizações humanitárias, como o CICV, no auxílio aos afetados.
4. A escalada do conflito, incluindo a reação do Hezbollah com alertas a colonos israelenses.
ONU afirma que ordens de evacuação forçada de Israel no Líbano violam direito internacional
Exército israelense emitiu alertas para moradores nos subúrbios ao sul de Beirute; bombardeios matam mais de 100 pessoas e deixam centenas de feridos, atingindo mesquitas, escolas e áreas residenciais
As ordens de evacuação forçada em larga escala emitidas pelo Exército israelense para o sul do Líbano e os subúrbios do sul de Beirute levantam sérias preocupações sob o direito internacional, afirmou o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, nesta sexta-feira (06/03).
Thousands of people are massing on and around the Corniche. They have no where to go and if they did, it would take them hours to reach it. pic.twitter.com/DfrdexvY9u
— Georges Haddad 🇱🇧 (@Georges__Haddad) March 5, 2026
“Estamos falando aqui de ordens de deslocamento em massa e em larga escala que envolvem centenas e milhares de pessoas”, disse Turk. “Isto levanta sérias preocupações ao abrigo do direito internacional humanitário, e em particular no que diz respeito a questões relacionadas com a transferência forçada”, acrescentou.
Por sua vez, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirma estar prestando apoio às pessoas que estão sendo evacuadas no Líbano, com suporte a transporte de equipamentos médicos essenciais de instalações afetadas para ajudar a garantir o acesso das pessoas a cuidados de saúde essenciais.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram um novo alerta nesta sexta-feira (06) obrigando os moradores do Vale do Beqaa, no leste do Líbano, a deixarem a área imediatamente, principalmente as aldeias de Nabi Chit, Khader, Sarain al-Fawqa e Sarain al-Tahta, onde, segundo o porta-voz, as forças armadas israelenses começariam a operar em breve.
Desde segunda-feira (03), a ocupação sionista está intervindo no território libanês. Nesse contexto, o Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que ao menos 102 civis foram mortos e 638 estão feridos. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, por sua vez, contabiliza cerca de 123 mortos.
Em paralelo, Tel Aviv continua a bombardear o sul libanês. Em Sidon, o órgão de saúde informou que cinco pessoas morreram e sete ficaram feridas. O bombardeio atingiu o penúltimo andar de um prédio pertencente ao complexo Makassed, perto da Mesquita Al-Siddiq, fazendo com que ambulâncias se deslocassem rapidamente para o local, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).
🇱🇧💥 URGENT: MASSIVE EXPLOSION rocks Saida, Lebanon! Loud blasts heard amid rising tensions. Footage incoming? #Saida #Lebanon #BreakingNews #MiddleEast pic.twitter.com/xb9piIEtpw
— Third eye🚨 (@thirdeye22af) March 6, 2026
Outras ofensivas destruíram casas e instalações na área de Shanouh, ao sul de Kfar Shouba. Em Nabatieh, um ataque aéreo atingiu um prédio perto da estação de Ghandoor, em frente à antiga Escola Secundária de Sabah, causando grande destruição e bloqueando temporariamente a estrada que liga Nabatieh a Nabatieh al-Fawqa e a Kfartabnit, antes que as equipes da defesa civil a desobstruíssem.
As cidades de Srifa, Hanniyeh, no distrito de Tire, bem como Al-Sawana e Khiam, também sofreram investidas israelenses. Uma pessoa morreu no bombardeio a Srifa.
Em Toul, um bombardeio destruiu a Mesquita Imam al-Mahdi, situada na estrada para a Escola Secundária Bilal Fahs, matando o seu muezim, Mahdi Fahs. Outras investidas atingiram as imediações do seminário religioso Baqiat Allah e a área próxima à Mesquita al-Bashir, destruindo um edifício residencial.
Os bombardeios também destruíram duas casas em Kfartabnit e um prédio em Jibshit, onde duas pessoas teriam sido mortas. Outros ataques atingiram Shoukine, Kfarreman e a estrada Tabline entre Kfarreman e Habboush, bem como o bairro de al-Hamzeh em Nabatieh, enquanto as cidades de Qaqqaiyat al-Jisr e Aainata também foram alvejadas.
Em resposta à ofensiva israelense, o grupo armado da Resistência Islâmica, Hezbollah, alertou os colonos israelenses nas áreas fronteiriças com o Líbano para que deixassem suas casas, em antecipação a possíveis ataques.
“Eles são obrigados a evacuar todos os assentamentos localizados a menos de 5 quilômetros da linha de fronteira”. A declaração do Hezbollah enfatizou que os contínuos ataques das forças israelenses contra o Líbano não ficarão sem resposta.
O grupo também anunciou ter realizado uma série de operações com mísseis contra locais e concentrações do exército israelense na fronteira libanesa com a Palestina e dentro dos territórios ocupados, em resposta à “agressão criminosa israelense que afetou dezenas de cidades e vilas libanesas, incluindo os subúrbios do sul de Beirute”.