Resumo objetivo:
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que só aceitará a "rendição incondicional" do Irã, excluindo acordos, e afirmou que trabalhará com aliados para reconstruir o país após um eventual conflito. Em resposta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou estar aberto a mediações para a paz, mas defendeu a soberania nacional. O contexto inclui declarações contraditórias de Trump sobre a duração da guerra, novos ataques de Israel ao Irã e a admissão de Trump sobre possíveis retaliações iranianas contra território americano.
Principais tópicos abordados:
1. A posição intransigente de Trump exigindo rendição incondicional do Irã.
2. A abertura iraniana a mediações, condicionada ao respeito à sua soberania.
3. A escalada militar, com novos ataques israelenses e previsões contraditórias sobre a guerra.
4. A admissão de riscos de retaliação contra os EUA e a minimização de suas consequências.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6), quase uma semana após invadir o Irã, que não haverá acordo com a teocracia exceto a "rendição incondicional".
"Depois disso, e da escolha de um grande e aceitável lÃder, nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição", disse o republicano em uma publicação na sua rede social, a Truth Social. "Faça o Irã grande novamente!"
A declaração de Trump ocorre poucas horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que alguns paÃses "já iniciaram esforços de mediação", sem especificar quais nações estariam por trás de possÃveis negociações.
"Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação. A mediação deve abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram este conflito", afirmou o lÃder na rede social X.
Ao longo da última semana, Trump deu declarações imprecisas sobre a duração do conflito. Ao jornal britânico Daily Mail, afirmou que a guerra duraria "quatro semanas ou menos". Já em uma cerimônia na Casa Branca, estimou "quatro ou cinco semanas ou mais" de combates.
à Reuters, Trump disse que exigia o direito de ajudar a escolher o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra. Nesta sexta, Israel lançou uma nova onda de ataques contra o Irã, afirmando que 50 de seus aviões de guerra atingiram um bunker sob o complexo do lÃder supremo, em Teerã, que ainda estaria sendo usado após sua morte.
Em uma entrevista publicada nesta quinta (5) pela Time, Trump admitiu a possibilidade de retaliações do Irã atingirem o território americano, mas minimizou esse cenário afirmando que americanos já se preocupam com isso.
"Pensamos nisso o tempo todo. Nos preparamos para isso. Mas, sim, esperamos algumas coisas. Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando você entra em guerra, algumas pessoas morrem", afirmou à revista americana. "Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se vai à guerra, algumas pessoas morrem."