Resumo objetivo:
Uma menina de 7 anos foi vítima de abuso sexual por um homem não identificado no banheiro de uma escola municipal de Niterói (RJ). A professora da criança foi acusada de não tomar providências ao ser informada do ocorrido. A Secretaria Municipal de Educação abriu sindicância para apurar a conduta da professora e ofereceu apoio psicológico à família, enquanto a polícia investiga o caso sob sigilo.
Principais tópicos abordados:
1. A denúncia de abuso sexual contra uma criança no ambiente escolar.
2. A suposta omissão da professora ao não agir após o relato da aluna.
3. As investigações em andamento pela polícia e pela Secretaria de Educação.
4. As medidas anunciadas pela prefeitura, como apoio à vítima e apuração interna.
Uma mãe denuncia que a filha de 7 anos sofreu abuso sexual dentro de uma escola municipal em Niterói, na Região Metropolitana no Rio de Janeiro. A violência ocorreu com uma aluna da Escola Municipal Mestra Fininha na última segunda-feira (2).
“Ela chegou da escola assustada, com os olhinhos arregalados”, conta a mãe, em vídeo publicado nas redes sociais. De acordo com o relato, um homem forçou a cabine do banheiro, dizendo que não sairia até que a criança abrisse a porta.
Segundo a menina, o homem estava com o rosto coberto e a genitália à mostra. “Mamãe, eu coloquei a mão no rosto porque eu sei que não posso ver aquilo”, contou à mãe. “Ela viu um homem somente com os olhos aparecendo. Como que ninguem vê isso dentro da escola?”.
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Ao perguntar porque a filha não gritou, a criança disse que o banheiro fica distante e que teve medo de ser enforcada pelo abusador. Quando conseguiu correr, a menina voltou chorando para a sala de aula. A professora soube da situação, mas não teria tomado nenhuma providência.
“Minha filha estava chorando, [a professora] disse que não era pra tanto. Não chamou ninguém pra ir no banheiro ver se o cara ainda estava lá. Não comunicou a direção, não falou para ninguém. Continuou a aula como se nada tivesse acontecido”, disse a responsável.
A criança relatou que o adulto tinha pele clara, um leão tatuado na mão e letras nos dedos. “Graças a Deus minha filha é muito inteligente, instruo para que ela pode me falar tudo que acontecer com ela, pra ela prestar atenção em tudo. Ela conseguiu gravar essas informações”.
Segundo informações da imprensa, a investigação está sob sigilo na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói. Na quarta (4), um protesto mobilizou responsáveis na unidade cobrando respostas.
Em nota à imprensa, a Secretaria de Educação informou que dará prioridada à apuração do caso, e abriu sindicândia para averiguar a conduta da professora.
Leia na íntegra:
“A Secretaria de Educação acompanha o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar. A Secretaria orientou a diretora da escola envolvida, recém eleita por eleição direta pela comunidade escolar, a dar prioridade total ao acompanhamento e à apuração do caso. Casos dessa natureza devem ser tratados com a máxima apuração e seriedade.
Foi disponibilizado atendimento psicológico à estudante e sua família.
A Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. Também será instaurado procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta, assegurando o devido processo de defesa e a aplicação das medidas cabíveis, conforme o resultado da apuração.
A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e seguirá colaborando integralmente com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento do caso.”