Resumo objetivo:
O primeiro Festival do Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul terá um debate de abertura no dia 8 de março sobre etarismo e literatura, discutindo como a idade influencia trajetórias, reconhecimento e oportunidades de publicação para escritoras. O evento híbrido contará com a participação de autoras de diferentes regiões do Brasil, como Adriane Garcia, Maria Valéria Rezende e Maria Alice Bragança, mediadas por Laís Chaffe. O festival principal ocorrerá de 19 a 22 de março, com o objetivo de valorizar a produção literária feminina e ampliar a circulação de autoras no cenário cultural.
Principais tópicos abordados:
1. Evento literário: Realização do primeiro Festival do Mulherio das Letras do RS, com programação principal em março e debate de abertura sobre etarismo.
2. Representatividade feminina: Iniciativa dedicada a valorizar e ampliar a visibilidade da produção literária de mulheres.
3. Debate temático: Discussão sobre como o etarismo (discriminação por idade) impacta carreiras literárias, reconhecimento crítico e acesso à publicação.
4. Participantes: Apresentação das escritoras convidadas e de suas trajetórias, destacando premiações e relevância nacional.
5. Formato e organização: Evento híbrido (presencial e online), organizado pelo coletivo Mulherio das Letras do RS, vinculado a um movimento nacional de fortalecimento das escritoras.
Um debate sobre etarismo e literatura abre, no domingo (8), a programação do primeiro Festival do Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul, iniciativa dedicada a valorizar a produção literária de mulheres e ampliar a circulação de autoras no cenário cultural. O encontro ocorrerá às 17h, em formato híbrido, com participação presencial na sede da organização não governamental Cirandar, em Porto Alegre, e transmissão ao vivo pelo canal do coletivo no YouTube.
A atividade funciona como uma prévia do festival, que terá sua programação principal entre os dias 19 e 22 de março. Segundo as organizadoras, o objetivo é apresentar ao público os debates que deverão atravessar o encontro e mobilizar escritoras, leitoras e pesquisadores interessados na produção literária feminina contemporânea.
O tema escolhido para a mesa de abertura, etarismo e literatura, pretende discutir de que forma a idade pode influenciar trajetórias literárias, reconhecimento crítico e oportunidades de publicação. O debate será mediado pela escritora, roteirista e produtora cultural Laís Chaffe, uma das articuladoras do movimento Mulherio das Letras no Rio Grande do Sul.
Escritoras de diferentes regiões participam da conversa
A mesa reunirá autoras de diferentes regiões do país. Participam de forma on-line a poeta mineira Adriane Garcia e a escritora Maria Valéria Rezende, radicada na Paraíba. Presencialmente, no espaço da Cirandar, estará a poeta e jornalista Maria Alice Bragança, autora de livros de poesia publicados ao longo de quase quatro décadas.
Adriane Garcia construiu trajetória na poesia contemporânea brasileira e recebeu reconhecimento por obras como Fábulas para adulto perder o sono, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2013. Entre seus livros também estão O nome do mundo, Garrafas ao mar e A bandeja de Salomé, além do título infantojuvenil Estive no fim do mundo e me lembrei de você, que recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Maria Valéria Rezende, por sua vez, é considerada uma das autoras mais reconhecidas da literatura brasileira contemporânea. Nascida em Santos (SP) e radicada em João Pessoa (PA), ela construiu trajetória que combina produção literária e atuação em projetos de educação popular. Entre suas obras estão O voo da guará vermelha, Quarenta dias, Outros cantos, Carta à rainha louca e Modo de apanhar pássaros à mão. O romance Quarenta dias recebeu prêmios como Casa de las Américas, São Paulo de Literatura e Jabuti, enquanto Outros cantos foi reconhecido com o Prêmio São Paulo de Literatura e Carta à rainha louca venceu o Prêmio Oceanos.
A poeta Maria Alice Bragança, que participa presencialmente do encontro, nasceu em Porto Alegre e também construiu trajetória vinculada à literatura e ao jornalismo. Entre suas obras estão os livros de poesia Quarto em quadro, Cartas que não escrevi, Misterioso pássaro e Escutar é lento. Sua produção já integrou antologias e publicações literárias em diversos países, incluindo Cabo Verde, Chile, Espanha, México, Peru e Portugal, além de ter poemas traduzidos para diferentes idiomas.
Movimento literário de escritoras
O festival é organizado pelo coletivo Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul, articulado em diálogo com o movimento nacional criado por escritoras brasileiras para fortalecer a presença feminina na literatura. A iniciativa surgiu como espaço de encontro, troca de experiências e organização coletiva entre autoras de diferentes regiões do país.
No estado, a articulação foi impulsionada por escritoras, pesquisadoras e produtoras culturais que passaram a promover atividades voltadas à divulgação da literatura escrita por mulheres. A escritora Laís Chaffe, que participa da mediação do debate de abertura, foi uma das criadoras do grupo Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul nas redes sociais e atua na organização de eventos e projetos do coletivo.
Chaffe também desenvolve trabalhos no campo audiovisual e dirigiu o documentário Mesmo que tudo dê errado, já deu tudo certo, que acompanha a trajetória da escritora Maria Valéria Rezende. Na literatura, publicou o livro de poemas Segue anexa minha sombra, que recebeu prêmios literários no estado.
Programação e inscrições
Segundo as organizadoras, o debate do dia 8 de março também marcará o lançamento oficial da programação completa do festival. Durante o encontro serão anunciadas as atividades previstas para os quatro dias do evento, que incluirão mesas de debate, encontros literários, leituras e outras atividades voltadas ao público interessado em literatura.
Na mesma data também serão abertas as inscrições gratuitas para participação no festival. O acesso será realizado por meio de formulário disponibilizado nas redes sociais do coletivo Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul e da organização Cirandar.
O primeiro Festival do Mulherio das Letras do Rio Grande do Sul é realizado pelo coletivo Mulherio das Letras do estado em parceria com a organização não governamental Cirandar. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Cultura por meio de emenda parlamentar destinada pela deputada federal Fernanda Melchionna (Psol/RS).