Principais pontos da notícia:
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, defendeu publicamente que o conflito atual no Oriente Médio leve a um golpe de Estado no Irã, afirmando esperar que o povo iraniano "aproveite a oportunidade para substituir o regime". Durante a entrevista, ele também ameaçou figuras proeminentes do governo e das forças armadas iranianas, afirmando que estão "na mira" de Israel, e evitou responder sobre a capacidade do país para uma guerra prolongada.
Principais tópicos abordados:
1. Declaração do ministro israelense defendendo uma mudança de regime no Irã.
2. Ameaças diretas a autoridades iranianas e comentários sobre a escalada militar.
3. Menção ao histórico de declarações polêmicas de Katz, incluindo ataques a líderes como o presidente Lula.
Ministro de Israel defende golpe de Estado no Irã
‘Esperamos que o povo iraniano aproveite oportunidade para derrubar o regime’, disse Israel Katz; em 2024, esse mesmo funcionário declarou que Lula é ‘antissemita’ e ‘persona non grata’ em seu país
Em entrevista nesta quinta-feira (05/03) para o canal I24, o ministro de Defesa de Israel, que se chama Israel Katz, afirmou que espera que o atual conflito no Oriente Médio resulte em um golpe de Estado no Irã.
Perguntado sobre se a ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel teria como objetivo final forçar a derrubada do regime da Revolução Islâmica no Irã, Katz respondeu que essa mudança teria que ser produzida pela pressão popular”.
“Esperamos e confiamos que o povo iraniano aproveitará a oportunidade para substituir o regime”, disse o funcionário israelense.
Ademais, o secretário do governo sionista do premiê Benjamin Netanyahu disse que o Irã “não deve nomear pessoas que queiram continuar o programa de destruição de Israel”, e acrescentou que “qualquer figura proeminente no governo ou nas forças armadas está na nossa mira”.
Em outro momento da entrevista, Katz evitou responder uma pergunta sobre se Israel estaria preparado para uma guerra de longa duração.
A questão incluiu um prazo específico: se o país teria condições de se manter firme na guerra dentro de oito meses, mas o ministro não respondeu. Em vez disso, afirmou apenas que “o ataque atual (ao Irã) é muito mais amplo do que o anterior (realizado em junho de 2025)” e que Israel estaria “usando três vezes mais força” do que naquela ocasião.
Ataques a Lula e outros líderes
O ministro Israel Katz tem um passado controverso no que diz respeito às suas declarações políticas.
Ministro da Defesa desde novembro de 2024, o político foi, antes disso – mais precisamente entre janeiro e novembro de 2024 –, chanceler de Israel, período em que colecionou ataques pessoais a diversos líderes mundiais que criticaram o genocídio que seu país cometia contra a população civil palestina na Faixa de Gaza.
Um dos alvos dos insultos de Katz foi o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que, durante o ano de 2024, em duas declarações em que defendeu a criação de um Estado palestino, foi declarado pelo então chanceler como “persona non grata” em Israel e chamado de “antissemita” e “apoiador do Hamas”.
Na lista de mandatários ofendidos por Israel Katz durante seu período como chanceler também estão o colombiano Gustavo Petro, o espanhol Pedro Sánchez e o turco Recep Tayyip Erdogan, além do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.
Com informações de The Times of Israel.