O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar denúncias de práticas análogas à tortura e maus-tratos no reality show Big Brother Brasil 26, da TV Globo. A investigação foi motivada por relatos de problemas de saúde dos participantes, como um episódio convulsivo do ator Henri Castelli, e foca em dinâmicas como o "Quarto Branco", criticada por lembrar métodos da ditadura militar. O MPF destacou que a liberdade de programação não sobrepõe direitos fundamentais e solicitou esclarecimentos à emissora, que afirmou fornecer acompanhamento médico adequado.
O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar possÃveis práticas de tortura e tratamento degradante no reality show Big Brother Brasil 26, exibido pela Globo. A decisão foi assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, após representações que apontam riscos à integridade fÃsica e psicológica dos participantes.
A apuração teve como um dos pontos de partida relatos de episódios convulsivos enfrentados pelo ator Henri Castelli durante uma prova de resistência. A denúncia afirma que algumas dinâmicas do programa expõem competidores a condições potencialmente prejudiciais à saúde com o objetivo de gerar entretenimento.
Entre os focos da investigação está a dinâmica conhecida como "Quarto Branco". A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos PolÃticos enviou carta ao MPF criticando o quadro e afirmando que o método lembra práticas de tortura associadas ao perÃodo da ditadura militar no Brasil.
Na decisão, o procurador afirma que a liberdade de programação das emissoras não autoriza a violação de direitos fundamentais. O MPF solicitou à Globo informações detalhadas sobre as denúncias. A emissora informou que mantém acompanhamento médico permanente e que Castelli, por exemplo, recebeu atendimento e foi levado a unidades de saúde.