Resumo objetivo:
As companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos retomaram voos para destinos importantes, apesar da tensão regional elevada devido ao conflito no Oriente Médio. A guerra tem causado cancelamentos em massa, fechamento de espaço aéreo, desvios de rotas e grandes esforços de governos para repatriar passageiros retidos. A instabilidade gera incertezas no setor aéreo, com impacto nos preços e operações, mas algumas empresas expressam expectativa de retomar gradualmente suas redes.
Principais tópicos abordados:
1. Retomada parcial de voos em meio a tensões e riscos de segurança (como mísseis).
2. Impacto disruptivo da guerra nas operações aéreas (cancelamentos, espaço aéreo fechado, desvios).
3. Esforços de repatriação de cidadãos por governos através de voos fretados.
4. Incertezas e prejuízos econômicos para as companhias aéreas, com expectativas cautelosas de normalização.
As companhias aéreas dos Emirados Ãrabes Unidos retomaram voos para algumas importantes cidades do mundo nesta sexta-feira (6), apesar das tensões locais permeneceram altas com a guerra no Oriente Médio.
Na quinta-feira (5), um voo de repatriação da Air France, fretado pelo governo, foi forçado a voltar devido a disparos de mÃsseis na região.
A eclosão da guerra entre EUA e Israel contra o Irã tem provocado cancelamento de voos em todo Oriente Médio, levando companhias aéreas e governos a se esforçarem para apoiar passageiros retidos.
Enquanto isso, as ações das companhias aéreas, da Nova Zelândia ao Japão, caÃam à medida que o conflito eleva os preços dos combustÃveis.
Os passageiros têm desembolsado grandes somas para sair do Oriente Médio, e alguns que conseguiram voltar de Omã em voo comercial na quinta-feira disseram que foi um "caos absoluto" encontrar o caminho de volta para casa a partir de Dubai.
Com a maior parte do espaço aéreo da região ainda fechado devido a preocupações com mÃsseis e drones, as autoridades estão organizando voos fretados e garantindo assentos em serviços comerciais para retirar milhares de viajantes.
Mas a interrupção do voo da Air France para trazer os cidadãos franceses de volta dos Emirados Ãrabes Unidos na quinta-feira "reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriação", disse o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot.
O primeiro voo britânico de repatriação de Omã aterrissou no aeroporto Stansted, em Londres, na madrugada de sexta-feira, depois de ter sido reprogramado devido a problemas operacionais, incluindo atrasos no embarque de passageiros.
Na Polônia, o primeiro grupo de cidadãos retirados por transporte aéreo militar também chegou em casa na sexta-feira, informou o comando operacional das Forças Armadas Polonesas, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Portugal disse que um voo fretado transportando 139 cidadãos portugueses e oito estrangeiros deveria pousar em Lisboa.
COMPANHIAS VEEM INCERTEZAS, MAS ESPERAM NORMALIZAÃÃO
Com o conflito dando poucos sinais de abrandamento, dificuldades mais amplas na aviação e na carga aérea pareciam destinadas a se prolongar.
Na sexta-feira, a Lufthansa sinalizou uma perspectiva incerta devido à geopolÃtica, apesar dos resultados melhores do que o esperado. "A guerra no Oriente Médio prova, mais uma vez, como o tráfego aéreo está exposto e como permanece vulnerável", disse seu presidente-executivo, Carsten Spohr.
Um dos voos da companhia aérea para Riad, capital da Arábia Saudita, foi forçado na sexta-feira a desviar para o Cairo, no Egito, devido à situação de segurança regional.
Um porta-voz da Emirates afirmou nesta sexta que a empresa espera retornar a 100% de sua rede nos próximos dias, dependendo da disponibilidade do espaço aéreo e do cumprimento de todos os requisitos operacionais.
Juntas, Emirates, Catar Airways e Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ãsia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do PacÃfico, de acordo com dados da Cirium.