O Departamento de Justiça dos EUA divulgou documentos do FBI contendo alegações de uma mulher que acusou Donald Trump de tê-la estuprado nos anos 1980, quando ela era adolescente. Esses memorandos, que descrevem múltiplas entrevistas de 2019, haviam sido inicialmente retidos por uma classificação incorreta como duplicatas, levantando críticas sobre a transparência do processo. As autoridades destacam que os arquivos de Epstein divulgados incluem alegações não corroboradas, classificando especificamente as acusações contra Trump como "infundadas e falsas".
Principais tópicos abordados:
1. Divulgação de documentos do FBI com acusações de estupro contra Donald Trump.
2. Problema de transparência e retenção inicial incorreta dos documentos.
3. Contexto das alegações dentro da investigação sobre Jeffrey Epstein.
4. Posicionamento oficial de que as acusações contra Trump são infundadas.
O Departamento de Justiça americano divulgou na quinta-feira (5) documentos do FBI descrevendo várias entrevistas com uma mulher que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estuprá-la nos anos 1980.
As páginas haviam sido anteriormente retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador Jeffrey Epstein devido ao que autoridades chamaram de uma determinação equivocada de que eram duplicatas.
As notas datilografadas relatavam múltiplas entrevistas que o FBI conduziu em 2019 com a mulher, que disse ter sido estuprada tanto por Epstein quanto por Trump. Ela fez a denúncia pouco depois de Epstein ter sido preso naquele ano sob acusações de tráfico sexual.
Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. Seu relato de ter sido estuprada pelo presidente está entre uma série de acusações não comprovadas contra homens conhecidos contidas nos milhões de documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.
O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos liberados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às acusações dela e havia escrito resumos de cada conversa.
Mas apenas uma dessas entrevistas, na qual ela descreveu ter sido estuprada por Epstein, parecia estar incluÃda na divulgação inicial, levantando dúvidas sobre por que as três restantes estavam ausentes.
Inicialmente, autoridades disseram que eram duplicatas que haviam sido divulgadas em outro lugar, mas uma revisão posterior determinou que isso não estava correto, disseram as autoridades.
A ausência dos memorandos alimentou ainda mais as crÃticas de alguns parlamentares e vÃtimas de que o governo Trump havia sido incompetente em sua responsabilidade perante a lei. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro pelo Congresso, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos investigativos relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vÃtimas.
Em um comunicado publicado online na quinta, o Departamento de Justiça reconheceu que, além desses memorandos do FBI, também havia identificado cerca de uma dúzia de outros documentos que foram "incorretamente classificados como duplicados".
Além disso, promotores federais na Flórida determinaram que cinco memorandos de acusação inicialmente marcados como confidenciais poderiam ser divulgados com censuras, disse o departamento.
Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluia acusações não corroboradas.
"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020", disse o departamento em um comunicado na época, chamando tais afirmações de "infundadas e falsas".