O autor, membro do Psol, defende a formação de uma grande federação eleitoral entre Psol, PT, PCdoB e PV para as eleições de 2026. Ele argumenta que a união é necessária para evitar a fragmentação de votos do campo progressista, derrotar a extrema direita e conquistar mais cadeiras no Congresso, usando como exemplo os resultados eleitorais recentes no Distrito Federal. O artigo apresenta a federação como uma necessidade estratégica urgente para acumular forças e bloquear o avanço de projetos autoritários.
Principais tópicos abordados:
1. Defesa de uma federação eleitoral de esquerda (Psol, PT, PCdoB, PV).
2. Análise eleitoral pragmática para justificar a união (exemplo do DF).
3. Oposição à fragmentação e o objetivo central de derrotar a extrema direita.
4. Crítica aos debates internos do partido que vazaram para as redes sociais.
Desde 2005, me dedico a construir o Psol. Participei de sua direção no DF e na Nacional, da direção da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco. Sempre tratei os debates internos de forma interna. Nunca fiz disputa para fora.
Mas, diante do debate desonesto que ganhou as redes, já que ele não está sendo feito nas instâncias do partido, venho somar minha voz à posição do grupo interno do qual faço parte, a Revolução Solidária, em defesa da construção de uma grande federação com unidade, pluralidade e debate programático vivo com PT, PCdoB e PV.
No Distrito Federal, a realidade eleitoral recente mostra de forma cristalina o que está em jogo. O Republicanos elegeu 3 deputados federais com cerca de 300 mil votos. Já a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) fez dois deputados, e o Psol, isolado, nenhum. Somados, esses partidos alcançaram aproximadamente 340 mil votos — mais do que o Republicanos.
Ou seja, uma federação ampliada, incluindo o Psol, teria condições reais e objetivas de conquistar 3 cadeiras. Esse dado concreto desmonta qualquer ilusão de que a fragmentação fortalece o campo popular. Ao contrário, ela entrega espaço institucional para nossos adversários.
O objetivo central é derrotar a extrema direita. Não há tarefa mais urgente para quem defende a democracia, os direitos sociais e a soberania popular.
Nesse cenário, a grande federação com PT, PCdoB e PV surge como o instrumento mais sólido para garantir uma tática capaz de impedir que os inimigos do povo ampliem sua presença na Câmara dos Deputados.
A extrema direita opera com disciplina, recursos e uma máquina de desinformação que não pode ser subestimada. Enfrentá-la exige unidade política e capacidade de acumular forças. Uma grande federação de esquerda, coerente e programática, não é apenas uma opção organizativa; é uma necessidade histórica para evitar que o campo popular seja fragmentado e, com isso, entregue de bandeja espaço institucional para aqueles que atacam direitos do povo, perseguem minorias e golpeiam a soberania nacional.
A disputa eleitoral de 2026 exige maturidade política. Não basta reafirmar princípios; é preciso transformá-los em força social e eleitoral real. A Federação de Esquerda pode impedir a pulverização de votos progressistas, fortalecer candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora e bloquear o avanço de projetos autoritários.
Trata-se de combinar firmeza programática com responsabilidade estratégica, compreendendo que derrotar a extrema direita é condição para qualquer avanço futuro.
Se queremos reconstruir a esperança, precisamos agir com ousadia e lucidez. A federação, quando orientada por um projeto claro e pela defesa intransigente dos direitos do povo, torna-se uma ferramenta decisiva para reorganizar o campo progressista e enfrentar aqueles que atuam para atacar os direitos do povo.
*Alexandre Varela é membro do Conselho Curador da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco.
**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato – DF.
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