Resumo objetivo:
O MST, através da Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (Esesf), inicia em março a construção de uma agroindústria no assentamento Zumbi dos Palmares (Campos dos Goytacazes-RJ) para processar frutas de assentamentos da região. A iniciativa, financiada pelo edital Petrobras Socioambiental, integra o projeto "Campo-Cidade" e visa gerar renda, promover sustentabilidade e ampliar o acesso a políticas públicas de comercialização, como o PNAE e o PAA. Além da agroindústria, o projeto inclui capacitações, economia solidária e a criação de um memorial histórico da Usina Cambahyba, beneficiando diretamente mais de 200 pessoas.
Principais tópicos abordados:
1. Construção de uma agroindústria para processamento de frutas em assentamento da Reforma Agrária.
2. Financiamento e escopo do projeto "Campo-Cidade" (geração de renda, sustentabilidade, direitos humanos).
3. Estratégias de comercialização via políticas públicas e feiras.
4. Preservação da memória histórica local e impacto social estimado.
A Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (Esesf), associação ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) inicia em março a construção de uma agroindústria para a produção de sucos, polpas e geleias das frutas produzidas nos assentamentos da Reforma Agrária no norte fluminense. A agroindústria será instalada no assentamento Zumbi dos Palmares, Núcleo 4, em Campos dos Goytacazes e a conclusão das obras em uma área de 230 metros quadrados está prevista para outubro.
A iniciativa foi selecionada no edital Petrobras Socioambiental e integra o projeto “Campo-Cidade: Geração de Renda e Sustentabilidade”. O projeto será desenvolvido em 12 comunidades dos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e São João da Barra, com ações estruturadas nos eixos de geração de renda, sustentabilidade e direitos humanos. Entre as atividades previstas estão capacitações, incentivo à economia solidária e fortalecimento de feiras da agricultura familiar.
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“A proposta é incentivar o acesso dos beneficiários a políticas públicas de comercialização como [Programa Nacional de Alimentação Escolar] PNAE e [Programa de Aquisição de Alimentos] PAA e comercializar em feiras”, conta a coordenadora geral do projeto, Livea Bilheiro.
O projeto também prevê a criação do Memorial Cambahyba, iniciativa voltada à preservação da memória histórica da antiga Usina Cambahyba, por meio da implantação de um portal interativo e da produção de vídeos educativos.
A previsão da Esesf é a de que a iniciativa beneficie diretamente mais de 200 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, além de cerca de 850 pessoas de forma indireta, ao longo dos três anos de execução.