A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, negou a existência de estudos atuais para investir na Venezuela, atribuindo a impossibilidade aos embargos internacionais vigentes. Ela reconheceu o potencial do país vizinho para reposição de reservas, mas condicionou qualquer avaliação futura ao fim das sanções. O contexto inclui a retomada do interesse do setor petrolífero na Venezuela e a volatilidade dos preços do petróleo, que impactam a viabilidade econômica de seus projetos.
Principais tópicos abordados:
1. Negação de investimentos atuais da Petrobras na Venezuela devido aos embargos.
2. Condicionalidade de futuras avaliações ao cancelamento das sanções.
3. Contexto geopolítico e de mercado que envolve a Venezuela.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (6) que a estatal não tem nenhum estudo sobre investimento na Venezuela neste momento. "Isso é um absurdo completo", afirmou, em entrevista coletiva para detalhar o balanço da companhia.
O paÃs vizinho voltou ao radar da indústria petroleira após invasão dos Estados Unidos para prender o ditador Nicolás Maduro no inÃcio do ano. O presidente americano, Donald Trump, quer incentivar o setor a investir na produção venezuelana.
Magda afirmou que a Petrobras precisa repor reservas e que a Venezuela poderia ser uma fonte, mas que não é possÃvel cogitar investimentos por lá enquanto houver embargos.
"Se fosse possÃvel ir à Venezuela, a Venezuela seria sim um paÃs em que a Petrobras poderia ir explorar petróleo", disse ela. "[Mas] é paÃs difÃcil, com reservas complicadas de serem exploradas, onde temos impossibilidade por conta de embargo. "Então, não estamos falando em ir para Venezuela agora."
Ela completou que, se o embargo for cancelado, "aà sim podemos cogitar se Venezuela é um negócio pra nós ou não".
A Petrobras operou na Venezuela entre 2002 e 2013. Chegou após comprar a argentin Perez Companc, que tinha ativos naquele paÃs, e saiu ao vender sua subsidiária argentina. Chegou a assinar acordos com a Venezuela para investimentos no Brasil, mas a parceria não foi adiante.
A Venezuela diz ter as maiores reservas de petróleo do mundo, com 303 bilhões de barris. Especialistas, porém, dizem que uma grande parcela desse volume depende de petróleo caro para justificar investimentos.
A consultoria Rystad Energy, por exemplo, estima que esses investimentos só sairão do papel se o preço do petróleo se sustentar acima de US$ 80 por barri por um longo prazo.
Nesta sexta-feira, o petróleo Brent chegou a superar os US$ 90 por barril, diante do recrudescimento do conflito no Oriente Médio. Mas não se sabe ainda por quanto tempo as cotações vão se sustentarão nesse patamar.