A 5ª edição do Olojá – O Senhor do Mercado acontece em Salvador, integrando oficialmente o calendário de festas populares da cidade com uma celebração religiosa e cultural em reverência ao orixá Exu. O evento, organizado por quase 100 terreiros de candomblé na Feira de São Joaquim, inclui um cortejo, oferenda de alimentos e um palco para expressões artísticas afrodiaspóricas. Além da dimensão religiosa, o Olojá destaca-se por movimentar a economia local, fortalecer redes comunitárias e reafirmar a ocupação do espaço público pelos povos de terreiro.
Principais tópicos abordados:
1. Realização e significado religioso do evento (homenagem a Exu).
2. Programação cultural e comunitária (cortejo, oferendas, palco artístico).
3. Importância social e econômica do evento para a comunidade.
4. Integração oficial na agenda cultural de Salvador e protagonismo dos terreiros.
Neste sábado (7), os caminhos rumo à tradicional Feira de São Joaquim, em Salvador (BA), estão abertos para a realização da 5ª edição do Olojá – O Senhor do Mercado. Em reverência ao orixá Exu, a celebração, que agora integra oficialmente o calendário de festas populares da capital baiana, reúne quase 100 terreiros de candomblé numa programação religiosa e cultural aberta ao público.
Realizado pelo Terreiro de Candomblé Casa do Mensageiro, o Olojá celebra Exu como senhor dos caminhos, da comunicação e das trocas simbólicas, econômicas e sociais. Com o tema Do mercado ao mundo: Exu no calendário da cidade, o evento reafirma o mercado como território ancestral de circulação, encontro e negociação, dimensões diretamente associadas à simbologia de Exu.
“O Olojá é a cara de Salvador, porque a energia de Exu é festa, alegria e movimento. Tudo isso representa Salvador: os ritmos, as danças, o cheiro, a culinária. E estar nesse território ancestral, que é a Feira de São Joaquim, maximiza essa força de Exu, essa força dinâmica. Exu é aquele que comercializa, é aquele que anda a cavalo levando as mercadorias”, afirma o Babalorisá Rychelmy Esutobí, da Casa do Mensageiro, idealizador do Olojá.
Programação
As atividades tiveram início no dia 28 de fevereiro com o 2º Bando Anunciador, que, em cortejo pela Feira de São Joaquim, convocou a comunidade para ocupar o espaço da festa. Na última quarta-feira (4), as atividades foram retomadas com a Feira de Acolhimento, Saúde e Redução de Danos Òná Ìtoju, que buscou fortalecer o acesso da população a informação e direitos.
O ápice da programação, no entanto, é no sábado (7), a partir das 8h, com a concentração do Cortejo, seguido do Xirê Olojá para todos os orixás. Em 2026, o Olojá reúne 96 terreiros de Candomblé, organizados em 40 barracas, que distribuem alimentos gratuitamente ao público a partir das 12h. Para os organizadores, a partilha é apresentada como um dos pilares do evento, reafirmando valores de coletividade, cuidado e responsabilidade comunitária.
“Mais do que celebração religiosa, o Olojá movimenta a economia local, ativa redes produtivas e fortalece o protagonismo dos povos de terreiro na ocupação simbólica e cultural do espaço público”, ressaltam os organizadores.
Um dos destaques da programação cultural é o Palco Nagô, criado para dar centralidade às expressões artísticas oriundas dos terreiros e da cultura afrodiaspórica, como afoxés, grupos de samba e manifestações populares.
“A ideia do Palco Nagô é dar visibilidade aos grupos oriundos de terreiro, sejam eles afoxés, samba… Dar visibilidade aos grupos e produções do povo preto e de terreiro”, aponta Anane Dantayó, Diretora Geral do Olojá e idealizadora do Palco Nagô.
Serviço
O quê: 5ª edição do Olojá – O Senhor do Mercado
Quando: 7 de março (domingo), a partir das 8h
Onde: Feira de São Joaquim (Av. Engenheiro Oscar Pontes, s/n, Calçada) – Salvador (BA)