Três policiais militares foram presos preventivamente no Rio de Janeiro, acusados de roubar celulares de comerciantes durante uma abordagem a um ônibus em maio de 2025. O Ministério Público do Rio denunciou que os agentes desligaram as câmeras operacionais e agiram com outros indivíduos, havendo indícios de sua participação em crimes similares. A Polícia Militar afirmou que a prisão resultou de suas próprias investigações internas e que não tolera desvios de conduta, tendo os acusados sido encaminhados para uma unidade prisional da corporação.
Principais tópicos abordados:
1. A prisão preventiva de três PMs por roubo de celulares.
2. Os detalhes da acusação do MP-RJ, incluindo a desativação de câmeras e a participação de outros indivíduos.
3. A resposta institucional da Polícia Militar, destacando a investigação interna e a postura de rigor.
4. A investigação sobre o possível envolvimento dos acusados em outros crimes similares.
Três policiais militares foram presos preventivamente nesta quinta-feira (5) após denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) acusá-los de roubar celulares durante uma abordagem em serviço a um ônibus. No veÃculo, dois comerciantes transportavam os aparelhos e foram vÃtimas do roubo, segundo a acusação, efetuado pelo 3º sargento Joás Ramos do Nascimento, o 3º sargento Denis Willians Neres Alpoim e o cabo Rogério Vieira Guimarães.
A Secretaria de Estado da PolÃcia Militar, em resposta à acusação, declarou que "a ação (referente à denúncia) que resultou no cumprimento de três mandados de prisão contra policiais militares e 13 mandados de busca e apreensão é resultado de investigações conduzidas exclusivamente pelo Sistema Correcional da Secretaria".
A corporação também afirma que os acusados foram encaminhados para Unidade Prisional da Corporação e que "o comando não compactua nem tolera quaisquer desvios de conduta, cometimento de crimes ou abuso de autoridade praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos".
De acordo com a acusação, no dia 10 de maio de 2025, à s 2h30, os agentes abordaram o veÃculo onde estavam os comerciantes, que traziam os produtos de São Paulo. Os policiais disseram que as mercadorias não tinham notas fiscais e teriam intimidado e tomado posse dos produtos.
O MP-RJ aponta que os três agiram em conjunto com quatro pessoas ainda não identificadas. Os itens roubados eram 11 celulares iPhone, avaliados em R$ 50 mil.
A acusação diz que os policiais desligaram as câmeras operacionais portáteis (COP), mas que os registros de GPS da viatura e os depoimentos das vÃtimas reforçaram os indÃcios do crime.
A denúncia foi ajuizada no dia 5 de fevereiro pela 1ª Promotoria de Justiça à Auditoria Militar, e o MP-RJ requereu a prisão preventiva dos três denunciados, alegando risco à ordem pública, possibilidade de intimidação de testemunhas e indÃcios de participação dos agentes em outros roubos semelhantes.
O uso irregular das COPs de membros do mesmo destacamento está sendo investigado por ter uma possÃvel relação com outro caso de roubo contra um ônibus de turismo da mesma linha.
Consultada, a polÃcia não forneceu contatos das defesas dos policiais acusados. A reportagem não localizou os defensores até a publicação deste texto.