Resumo objetivo:
O Irã anunciou o fim do bloqueio que impunha ao Estreito de Ormuz, uma via marítima vital para o transporte global de petróleo e gás. No entanto, o país emitiu uma ameaça específica de atacar navios dos Estados Unidos e de Israel que transitarem pela região. A decisão ocorre após ataques conjuntos desses dois países contra o Irã e após o presidente norte-americano Donald Trump ter sugerido a possibilidade de escoltar petroleiros no local.
Principais tópicos abordados:
1. Suspensão do bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz.
2. Ameaça do Irã de atacar navios norte-americanos e israelenses.
3. Contexto de tensões recentes, incluindo ataques prévios dos EUA e Israel e a proposta de escolta de navios por Trump.
4. Importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global de energia.
Irã derruba bloqueio ao Estreito de Ormuz e promete atacar navios dos EUA e Israel
Teerã fechou passagem vital do tráfego marítimo no Oriente Médio após sofrer ataque conjunto de Washington e Tel Aviv
Em comunicado difundido nesta sexta-feira (06/03) o Irã afirmou que deixará de exercer o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, passagem obrigatória para os navios que chegam ou saem do Golfo Pérsico.
Segundo o governo iraniano, em nota divulgada pela agência de notícias Fars, sua Marinha derrubou o bloqueio que vinha sendo imposto desde o último sábado (28/02), como retaliação aos ataques conjuntos lançados por Estados Unidos e Israel contra o país desde o dia anterior.
Porém, a declaração incluiu um alerta específico direcionado a Washington e Tel Aviv, dando a entender que poderia atacar navios com essas duas bandeiras.
“Não impediremos nenhuma embarcação que tente atravessar o Estreito, mas afirmamos que a responsabilidade pelas vidas, equipamentos e segurança dos barcos recai sobre vocês (Estados Unidos e Israel)”, declarou um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.
Em seguida, o alerta deixa claro que “definitivamente, atacaremos os navios afiliados ao regime norte-americano e ao regime sionista”.
Promessa de escolta
Durante a semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a cogitar que a Marinha escoltasse navios petroleiros, para que possam cruzar o Estreito de Ormuz e evadir o controle iraniano.
“Se necessário, vamos começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo”, escreveu o mandatário em suas redes sociais, na última segunda-feira (02/03).
A medida, no entanto, não chegou a ser adotada na prática.
Sobre Estreito
O Estreito Ormuz é um dos canais marítimos mais importantes do planeta, devido a sua posição estratégica: por ele transita um volume importante de petróleo e gás que abastece vários países.
Ao conectar o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, Ormuz se torna trecho obrigatório para navios petroleiros e de transporte de gás que saem de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Iraque e Kuwait – além do próprio Irã.
Dias antes do ataque deste sábado, o Irã chegou a fazer exercícios marítimos simulando a possibilidade de bloquear o Estreito de Ormuz.